A ÁGUIA E A GALINHA

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

OS DESAFIOS E AS CONQUISTAS DAS MULHERES
ANA PATRÍCIA ARAÚJO BRAGA FABIANA ARAÚJO BRAGA MARIA DO SOCORRO LOPES
A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

A sujeição da mulher em relação ao homem vem desde a antigüidade. Mas o movimento feminista organizou-se desde a Revolução Francesa. Naquele conturbado período, arregimentaram-se sociedades populares feministas que encaminharam à Assembléia Constituinte diversas petições, pleiteando a extensão as mulheres dos direitos concedidos aos homens. Houve quem defendesse a tese de igualdade dos sexos, porém esses projetos foram rejeitados em 1793. Concomitantemente, foi ordenado o fechamento das associações femininas. Esse fato demonstra que a Revolução Francesa não foi tão revolucionária como a história alardeia.

No século XIX a Inglaterra se tornou o centro das reivindicações fundamentais do feminismo, no referente à igualdade econômica, jurídica e política entre os sexos, culminado com a concessão do voto feminino em 1945. Observamos ao longo da história, nos últimos 100 anos, que a mulher mantêm uma atitude ambivalente ante seu ideal de emancipação social. Por isso só uma minoria tem conseguido realizar-se totalmente, na esfera da feminilidade e na área sócio-cultural. Isso depende, em grande parte, do preconceito ainda reinante de que existe uma incompatibilidade entre a cidadã e a mãe de família.

Não há dúvida que está em marcha um processo revolucionário em favor dos direitos da mulher. Embora persistam incertezas e desacordos, por isso não se possa falar ainda numa emancipação plena, a não ser num ou noutro setor, contudo tem havido progresso quanto a posição econômica, social, política, intelectual, artística, técnica e científica.

Muitas são as formas de violência contra a mulher. Algumas são visíveis, outras não. E as que não vemos a olho nu, trazem verdadeiro prejuízos e sofrimentos para a s vítimas. Entre elas está a violência verbal, que muitas vezes faz com que as pessoas deixem inclusive de produzir, tenham baixa auto-estima e se sintam envergonhadas, pois as palavras têm poder para fazer com que as pessoas se sintam importante ou totalmente inexpressiva, sem vontade de viver.

A mulher que é vitima da violência, talvez se sinta intimidada e tenham medo para romper o silêncio. Muitos autores , na área da sociologia da família , procuram enfatizar que no momento atual , a família atravessa uma crise, tudo por causa das injunções sócio –econômico- políticas de cada momento histórico.

As estatísticas mostram que 70% dos registros de violência contra a mulher aconteceram dentro de casa. Em quase todos os casos, o criminoso é o próprio marido ou amante. E mais de 40% dos abusos incluem lesões corporais graves, causadas por socos , tapas , chutes e espancamentos.

No Brasil um homem que mata a esposa por suspeita de adultério pode ser absolvido pelos tribunais, sob o argumento de que agiu em legítima defesa da honra. O perfil dos opressores é muito variado: são ricos ,pobres, brancos, negros, cultos ou não. A violência doméstica não é subproduto da miséria : 147.000 vítimas deram queixa em delegacias da mulher até outubro de 2000. No Brasil , existem 275 Delegacias da Mulher, presentes em 5% dos municípios .

Economicamente as mulheres de um modo geral mantém-se dependentes de seus maridos , através de uma divisão desigual do trabalho a ser realizado por exemplo , aí incluindo as atividades dentro e fora de casa , bem como os baixos salários. Tal situação torna mais difícil para as mulheres abandonarem seus parceiros violentos, se assim o desejarem fazer . A lei 9099 possibilita que os crimes de menor potencial agressivo e os que causam lesões leves sejam julgados em Juizado Especial Criminal . É alarmante o número de mulheres que permanecem convivendo com os maridos, não somente elas mas os filhos que também são vítimas.

Não podemos esquecer que a violência gerada no lar se propaga para toda a sociedade. Em Nova York, por exemplo , lançou uma campanha , afixando grandes painéis nas estações de metrô , de mulheres espancadas . E como resposta à campanha , as denúncias aumentaram 14% e , segundo pesquisas realizadas em setembro de 2000 , a cada 12 segundos uma americana é espancada pelo homem. Na África do Sul , a cada 60 segundos , uma mulher é morta ou violentada. No Japão 59% das mulheres sofrem agressão dos maridos ; no México são 30% e nos Estados Unidos 28%. Os grupos considerados de risco pelos estudiosos da área de saúde , devem levar em consideração a desigualdade entre sexos, experiência prévia de violência na família de onde vieram; gravidez na adolescência ; período certo de namoro antecedendo a coabitação /casamento; uso abusivo de substancia psicóticas; mormente bebidas alcoólicas , envolvimento dos filhos nos conflitos dos pais etc. Todos esses dados são considerados indicadores úteis para se prever o aparecimento de violência nas relações conjugais . Nos Estados Unidos , as mulheres que precisam fugir dos maus tratos, contam com 1500 abrigos públicos. No Brasil , existem apenas 26 casas de abrigo.

Nos países africanos , a violência contra a mulher vem de antigas tradições . A mutilação genital feminina é uma das piores violências . Ela é respeitada entre as comunidades africanas por ser o principal ritual de passagem da infância para a maturidade. Entre as comunidades que aceitam esta prática , acredita-se que através da MGF( mutilação genital feminina) as meninas irão conservar a virgindade , garantindo assim um bom casamento. A prática também pretende conter os desejos sexuais das adolescentes, e ainda conferir uma estética mais saudável à genitália feminina.

Pesquisas mostram que os danos causados por essa prática têm contribuído para o alto índice de depressão , hemorragias e problemas urinários.

Mulheres africanas têm sofrido heroicamente , em silêncio . Muitos tabus ainda prevalecem. Na África , 44% das mulheres se casam entre 10 e 19 anos, muitas vezes antes mesmo da menstruação . As conseqüências disso são desastrosas e revelam uma cadeia de sofrimento que muitas vezes leva à morte .

Os motivos que levam os pais a aceitarem essa prática são muitos e extremamente complexos. Primeiro por causa da pobreza nas áreas rurais , segundo garantem a honra da família. Uma menina que perde a virgindade é deserdada da família.

Encurraladas numa teia de tradições e superstições milenares, garotas africanas são submetidas a uma vida de dor e angústia . Mas a Visão Mundial que é uma organização não governamental , está realizando um trabalho de apoio e lutam para acabar com tudo isso. Líderes religiosos e educadores tentam conscientizar os governantes para os horrores das tradições e crenças que desrespeitam a vida humana , especialmente aquelas que ferem os direitos de quem não tem voz para gritar : a criança.


DORMINDO COM O INIMIGO

"Peguei Aids do meu marido". Esse é o relato de um número considerados de mulheres que foram contaminadas pelo vírus da Aids sem pertencer a nenhum grupo de risco, apenas levando a vida corriqueira de uma mulher casada.

Quando um homem e uma mulher decidem viver juntos , eles estão dividindo mais do que um sonho ou uma paixão de formar uma família. É um gesto de confiança , um acordo de que os dois vão responsabilizar-se um pelo futuro do outro _ e os dois pelo futuro dos filhos. Nem sempre funciona dessa forma , como mostram os números. A Aids , que já atingir milhares de pessoas no mundo todo . há muito deixou de ser um mal só de homossexuais, travestis , prostitutas e viciados em drogas. A doença entrou na casa das pessoas e está contaminando mães , esposas e filhos.

A incidência entre as mulheres está aumentando por uma trágica combinação de fatores biológicos , econômicos e sociais.

No avanço da Aids entre as mulheres , está também o crescimento de um tipo ainda mais cruel de contaminação : é a transmissão da mãe soropositiva para os filho.

No Brasil , é a Segunda doença que mais vítimas faz entre mulheres de 20 a 50 anos. Nessa faixa de idade , a Aids matou no Brasil , apenas em 1996, 2600 mulheres. Segundo pesquisa feita pelo Núcleo de Estudos para a Prevenção da Aids da USP.71% das mulheres soropositivas contraíram o vírus do marido, noivo ou namorado.

Em 1985, a proporção entre homens e mulheres com Aids, era de 25 homens para uma mulher. Hoje é de dois homens para uma mulher. Crianças contaminadas ao nascer , em dez anos , os casos aumentaram quase vinte vezes: 33 em 1987e 641, em 1996.

O avanço da Aids entre as mulheres , da forma como vem ocorrendo, exige que a as pessoas pensem um pouco mais nos seus relacionamentos íntimos. O casamento é uma aliança que envolve rotina, uma base sólida para a criação dos filhos e a manutenção da família. É uma instituição que passa por ciclos. Os dois se perguntam se valeu a pena o esforço que fizeram no passado e se o casamento merece uma chance no futuro. Elas anseiam pelo romance, eles querem mais sexo, e assim acontece a traição, sem camisinha como se vê.

Os homens que transmitiram Aids para suas mulheres falam com remorso, têm medo dos comentários de colegas de trabalho e até mesmo da reação dos filhos sobre como pegou a doença e por ter contamina a esposa.

A única forma de não engrossar as estatísticas da Aids é usar o bom senso e a camisinha. Não é tão simples, mesmo porque as mulheres que são contaminadas em geral não tinham motivo para suspeitar do risco que corriam junto de seus parceiros.

As pessoas devem agir com mais responsabilidade, sobretudo os homens, e talvez com um pouco mais de malícia, sobretudo as mulheres. A mulher casada que tenha a mais leve desconfiança de que seu marido mantém relações extraconjugais precisa exigir a camisinha. É sua mais eficiente arma de proteção contra o desrespeito do marido.

A vida atrás dos véus

O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde de 1979 , foi o das mulheres. Apesar de se esconderem sob véus elas conquistaram posições importantes no governo, na universidade e na imprensa . Mas não é uma situação comum no mundo islâmico , sobretudo nos países árabes . Ao contrário, as mulheres são privadas de direitos básicos . No mercado de trabalho o número de mulheres dobrou nos últimos 20 anos. Em outros lugares existem mais mulheres nas universidades do que homens. Ainda assim , elas continuam inferiores perante a lei e sem presença na política.

O hábito da exclusão das mulheres é tão arraigado que intérpretes radicais do Corão estão se sentindo à vontade para pregar seu obscurantismo mesmo países onde os muçulmanos são minoria.

A situação de inferioridade da mulher no Irã , decorre sobretudo dos costumes patriarcais , mas a religião desempenha seu papel. Inspiradas nos preceitos do Corão, a lei concede ao marido o direito de:

repudiar a mulher, sem que ela possa contestar.
A mãe divorciada só pode criar as filhas até os 12 anos e os filhos até os 10 anos.
A viúva não tem direito à herança de marido ( repartida entre os homens da família ).
Os chamados "crimes de honra " são pais ou irmãos que matam a filha ou irmã solteira suspeita de conduta sexual imprópria ,etc.
algumas estatísticas em favor das mulheres

A Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um balanço que traça o perfil da mulher brasileira, no final do milênio :

no quesito trabalho , ocorreram mudanças entre 1992 e 1999.A participação feminina no mercado de trabalho subiu de 38,8% para 40,3%.
A educação melhorou : a porcentagem de trabalhadoras, que concluíram o segundo grau , cresceu de 14,7% para 20,4%.
A taxa de fecundidade continua caindo : 56,6% das trabalhadoras estão no setor de serviços; 40,3% da população ocupada é feminina ; 26% das famílias são chefiadas pelas mulheres ; 20,4% concluíram o segundo grau.





ÓTIMA SEXTA E BOM FINAL DE SEMANA!