Este blog foi criado com a finalidade de denunciar os vários tipos de violencia contra as mulheres e contra todos os seres humanos. A violência verbal é uma das piores agressões, a violência da subjetividade é outra das piores é aquela que aos poucos, assim como um veneno lento rouba a nossa indentidade e com o passar do tempo chegamos a conclusão que ja não sabemos mais quem somos????
Conheçam o meu livro: MARIA, MADALENA,AMÉLIA, CÚ.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
DEPRESSÃO!

2) Estabeleça objetivos possíveis você pode se sentir esgotado pelas mínimas coisas que fizer em casa ou no trabalho.
3) Faça o que gostar tire um tempo para fazer coisas que goste.
4) Não tome decisões importantes uma vez que a depressão pode distorcer a sua interpretação das coisas, é mais prudente não tomar nenhuma decisão importante nesse momento, como pedir demissão do emprego, ou se mudar, etc., até você melhorar da depressão.
5) Não beba apesar de você achar que o álcool pode fazê-lo se sentir melhor, o álcool pode piorar muito a sua depressão.
6) Faça exercícios existem cada vez mais evidências que o exercício ajuda na depressão leve ou moderada. Encontre uma atividade que você goste, comece devagar e repita três vezes na semana, por 20 a 30 minutos.
Postado por Lúcia Alexim
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Surround me with your love - Novela Viver a Vida Legendado
LINA DEMAIS!!!! TENHAM UM BOM DIA!!! VIVAM A VIDA, GOSTE DE VC, SEJA FELIZ!!!!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Um Idiota - Arnaldo Jabor, Ailin Aleixo UO?
AQUI ESTOU ! EU MAIS UMA VEZ, TE FALANDO, QUE VC PODE É CAPAZ, SE VALORIZE, GOSTE MUITO DE VC.
CONTRUA SEU FUTURO, VC NÃO PRECISA DE NINGUEM PRA SER FELIZ, LEMBRE-SE VC SE BASTA!
CONFIE EM DIAS MELHORES!!!
ENTREGUE SUA VIDA NAS MÃOS DE DEUS, MAS NÃO FIQUE ESPERANDO CAIR DO CÉU, NINGUEM NASCE APRENDENDO, APRENDE-SE COM A VIDA, VC É INTELIGENTE, PÓDE TUDO QUE QUIZER!!
TENHA UM BOM DIA!!!!
quarta-feira, 31 de março de 2010
NOSSO AMADO VAMPIRO!!!
Sufoquei, não deixei você sair sem mimVigiei só para garantir,Infernizei, controlei cada segundo
Liguei só pra verificar
Te cerquei, coloquei escuta, grampeei o telefone
Afastei amigos
Ameacei violência apaguei o seu passadoOdiei não estar lá
Mas amei você...amei vocêMas amei você...yeah, yeah
Mas amei você...amei vocêMas amei você...pode agradecer
Quebrei presentes sabe-se lá de quem
Rasguei fotos sei muito bem de quem
Queimei cartas que não escrevi, não
Não deixei, proibi, não permitiRoupas, gestos, sorrisos que não consenti
Evitei que seu brilho ofuscasse o meu
Mas amei você...amei você
Mas amei você...yeah, yeah
Mas amei você...amei vocêMas amei você...pode agradecer
Chantageei e até chorei
Pena e medo sempre boas coleiras
Enrolei, explorei e até chifreiPequenas besteiras...
Te marquei feito um gado, fui seu dono
E tranquei, castiguei, vampirizei
Fiquei puto por não conseguir controlar o seu pensamento
Mas amei você...amei você
Mas amei você...yeah, yeah
Mas amei você...amei você
Mas amei você...pode agradecer
TENHAM UM BOM DIA!!!
terça-feira, 30 de março de 2010
Joselito Bizerra - Voando como águias!
SEJAM FORTES ÁGUIAS VC FOI CRIADA PARA SER LIVER E BRILHAR!VC PODE É CAPAZ!
segunda-feira, 29 de março de 2010
PINGUE- PONGUE!
ALEGRIA, risos, esperanças,HÁ FELICIDADE!
MOMENTOS DE Ternuras Breves.
DE REPENTE CHEGA A Tempestade,
ASSIM COMO UM TROVÃO,
O FANTASMA NEGATIVO DE VOCE
CHEGA PARA COBRAR O PASSADO,
Resgatar OS SEGREDOS DO QUE PASSOU
ME JULGARPELO QUE FIZ E TAMBÉM,
POR COISAS QUE NÃO FIZ
E QUEM SABE DO QUE Farei
No presente
QUE ALMA DOENTE!
MATA A SEMENTE DO AMOR
EM SEU LUGAR E PROVOCA A DOR
ISSO É CHAMADO DE AMOR?
CHEGA A GUERRA
OFENSAS DAQUI E DALI
NESSA GUERRA NÃO HÁ VENCEDORES,
SÓ A DORES E FERIDOS
REVIVEMOS DE NOVO
E DE NOVO ......................
O DOLORIDO PASSADO Sem Importância
JA A MUITO TEMPO ESQUECIDO,
ATIRADAS PALAVRAS AO VENTO
EM FORMA DE chicotadas
SOU SEMPRE punida
Pelas tuas INSEGURANÇAS,
PELO QUE EU NÃO FIZ
E NÃO farei!
APENAS POR EXISTIR
E ME POR SER AMADA POR VOCÊ!
ISSIS ANTUNES
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
BOA SEMANA!!!!!!!!!
COM GARRA E DETERMINAÇÃO DE CONSEGUIR SE LIBERTAR, DAS COISAS RUINS, DOS LAÇOS E ALGEMAS QUE TE PRENDEM, HOJE É O DIA DA LIBERTAÇÃO, É O SEU DIA!!!
VC PODE! É CAPAZ!
SÓ VC TEM A CHAVE DA LIBERTAÇÃO, SÓ VC TEM QUE SE AMAR A SI MESMA E MAIS NINGUEM.
UM DIA SE VERÁ NO MUNDO SOZINHA, E DAÍ??
O QUE TEM QUE FAZER, FAÇA AGORA, UMA LIMPEZA GERAL, NA SUA VIDA, EM VC! HOJE É DIA DE FACHINA DE VC, DE MIM.
TENHA UMA ÓTIMA SEMANA!!!! SE AME MUITOOOO!!
ISIS ANTUNES
domingo, 28 de março de 2010
ANÔNIMO!
.gif)
Anônimo disse...
Amanhecer silencioso,
Felicidade discreta,
Certeza de sentimentos,
Coração alegre
Ignorando a solidão.
Alma segura,
Jardim perfeito,
Obras da vida
Esperança de um amanhã,
Paz ao mundo,
Desejos de felicidade
Para aqueles que sentem dor...
A felicidade ás vezes é um presente,
Mas as vezes é uma conquista.
Desejos que a felicidade se espalhe
E entregue para as lágrimas
A verdadeira razão de sorrir.
Não ouça a solidão,
Enquanto ela te chama aos gritos
A felicidade murmura ao seu coração
Desejos verdadeiros;
Desejos de ver o mundo
Iluminado de felicidade...
A felicidade está nas pequenas coisas.....]
texto extraído do bog do prof. Douglas de Oliveira.
sábado, 27 de março de 2010
Mulheres mais instruídas sofrem menos violência doméstica, aponta OMSfunction Terra
Violência é mais intensa na zona rural do que nas cidades do Brasil
Um estudo sobre a violência doméstica realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que mulheres com maior grau de instrução e renda própria, no caso do Brasil e países em desenvolvimento, sofrem menos violência doméstica.Participe:» Você acredita que mulher mais instruída sofre menos violência?De acordo com a pesquisa, as mulheres que têm até o segundo grau de escolaridade normalmente têm renda própria e isso funciona como um protetor contra a violência física e sexual que pode vir do parceiro."Pode ser que uma mulher com alto grau de instrução tenha um maior leque de escolha de parceiros e mais habilidade na hora de decidir se quer se casar ou não. Elas também têm maior autonomia e controle dos recursos dentro do casamento", destaca a pesquisa.A questão do número de mulheres que sofrem com a violência doméstica (física e sexual) levando em conta o grau de instrução fica mais nítida quando se divide o Brasil na área rural e urbana.O estudo da OMS destaca que 37% das mulheres que vivem na Zona Rural sofrem violência física e sexual de seus parceiros, enquanto que na cidade, 29% são vítimas.Das mulheres que vivem na Zona Rural do País, 5% são agredidas por não cumprirem as tarefas domésticas, 10% por desobedecerem ao marido, 30% por infidelidade e 65% porque seus parceiros são agressivos e controladores.Já nas cidades brasileiras, 80% das mulheres apanham ou são violentadas porque os maridos têm comportamento violento, 10% por infidelidade e cerca de 1% por desobediência ou por não fazerem os trabalhos domésticos.Outra parte dessa pesquisa mostra que, das mulheres que sofrem agressões físicas, 61% moram em cidades e 65% na Zona Rural. 16% sofrem agressões físicas graves e 12% agressões leves.No entanto, 31% das mulheres do Brasil rural e 29% que vivem em cidades sofrem tanto a violência física quanto a sexual.O estudo entrevistou 1.500 mulheres em países como Bangladesh, Brasil, Etiópia, Japão, Namíbia, Peru, Samoa, Sérvia, Tailândia e República Unida da Tanzânia. Destes, a Etiópia lidera o ranking da violência doméstica contra mulheres com 71%, e o Japão é o menos violento com 15%. O Brasil está entre os últimos no ranking.Em países da União Européia, entre 20 e 25% das mulheres sofrem abuso dos parceiros. Nos Estados Unidos, 25%, apesar de pouquíssimos casos serem levados à polícia.Confira o ranking dos países com maior índice de violência contra a mulher na zona urbana e rural, segundo a OMS1º Etiópia (zona rural) - 71%2º Peru (zona rural) - 69%3º Bangladesh (zona rural) - 62%4ºRepública Unida da Tanzânia (zona Rural) - 56%5º Peru (zona urbana) - 51%6º Tailândia (zona rural) - 47%7º Samoa (zona rural) - 46%8º República Unida da Tanzânia (zona urbana) - 41% 9ºTailândia (zona urbana) - 41% 10º Brasil (zona rural) - 37% 11º Namíbia (zona urbana) - 36% 12º Brasil (zona urbana) - 29% 13º Sérvia e Montenegro (zona urbana) - 24% 14º Japão (zona urbana) - 15%
Redação Terra
sexta-feira, 26 de março de 2010
UM AMOR REAL????
_________
quinta-feira, 25 de março de 2010
Não desista do amor- Mensagem linda!!!
MESMO QUANDO TUDO ESTIVER NEGRO, LEMBRE-SE QUE VC NÃO ESTÁ SÓZINHA, QUE SEMPRE EXISTE UMA LUZ NO FUNDO DO TUNEL, QUE TE MOSTRARÁ A SAÍDA!
SOMOS MUITAS QUE IGUAIS A VC, PASSAM POR SITUAÇÕES DIFÍCIES, CONFIE EM DEUS E EM VC!
NÃO SE ENTREGUE NUNCA!!!!!!TENHA UMA ÓTIMA TARDE!
ACREDITE NA VIDA, DIAS MELHORES VIRÃO!!!!!!!!!!!!
ACREDITE EM DEUS, ENTREGUE O SEU DESTINO A ELE E VÁ A LUTA, E VERÁ QUE TERÁ UMA FORÇA INTERIOR TÃO GRANDE, QUE VENCERÁ QUALQUER OBSTÁCULO NO SEU CAMINHO!!
quarta-feira, 24 de março de 2010
CONT. DO LIVRO: CÚ- 3º CAPÍTULO

Teceiro capítulo
Um mundo novo
As viagens
__________________________
Henrique sempre que podia levava Isis junto com ele quando ia fazer corrida de táxi, principalmente quando era fora da cidade, nas imediações, sempre viagens curtas, mas para ela era muito bom, principalmente colocar seu rosto na janela e sentir a liberdade o vento, sentir e ver a natureza, o cheiro do mato, o verde das matas, os animais ao longe, tudo era mágico, parecia que ela via os seres pequenos da mata, ora em cima das árvores, ora no chão trabalhando, as vezes lhe acenavam com as mãos, ela falava com seu pai mas ele nada via, acho que pensava coisas de criança,Isis sempre cobrava e ele nunca negava sempre que podia a levava.
Um dia em uma de sua viagens ele achou um filhote de raposa, levou para casa mas linda ficou com medo por causa de Isis e pediu para que ele levasse embora, o que ele fez com o filhote nunca se soube.
Júlia tinha um carinho especial por sua neta, nessa época ela freqüentava a casa da sua filha, gostava muito de Henrique seu genro, estava morando na capital São Paulo e sempre que podia vinha visitar as filhas.
Um dia ela chegou dizendo:
-Amanhã eu volto para São Paulo e pretendo levar Isis comigo, não adianta retrucar, está decidido.
Quando Isis ouviu ficou felicíssima, pela primeira vez ela iria viajar de trem, conhecer a Maria Fumaça era tudo de bom.
Quem consegue dizer não quando olhinhos castanhos, lindinhos pedem com tanta candura!
O encanto começou na viagem de trem, ela foi do lado da janela, olhando as coisas mais belas,a linda estação, passa poste, passa trilho, tudo tem mais brilho no verde das matas, nas alturas das montanhas, nas cores das vacas e dos cavalos,as diferentes estações que ficaram para traz, o punhado de gente, aqui e acolá, a estradinha tão pequenina e olhe as meninas, grande e pequenas nunca são as mesmas é sempre coisa nova, muita coisa pra ver, tão rápido e depressa.que vento danado soprava seu rosto, despenteava seus cabelos, outras horas iam embora e depois voltavam de outro lado.eram cidades, casas, paisagens e animais que não acabavam mais.
A estação em São Paulo era grande demais na cidade tudo era muito alto, eram casas, prédios, pessoas bondes, ônibus que não acabavam mais,eram tantas pessoas, tudo alto e longe demais, meu medo era de me perder da minha avó e não achar ela mais.
Como fiquei cansada a viagem não acabava mais, o cansaço era tanto que tudo perdia a graça e não tinha mais aquele encanto, o barulho já me incomodava, até que finalmente o ônibus parou no ponto e nós descemos no bairro do Tatuapé.
Issis Antunes
Cú
______________________________________________________________________
Vi muitas casas bonitas, ficava pensando qual delas seria a da minha avó, mas fomos caminhando e deixando para trás as casas até que começamos avançar pelo mato, pegamos uma trilha até que ao longe avistamos muitas casas de madeira coladinhas umas as outras, ruas de terra, esgotos a céu aberto exalando um mau cheiro nada agradável, tudo cinzento, feio e triste.
Umas das casas mais bonitas daquele lugar, era locatária, cheia de plantas por todos os lugares, do lado de fora e de dentro da casa,,muito bem decorada cheia de objetos de decoração, redes, mas o que mais me chamou a minha atenção foi os pequenos bibelôs,a Dona tinha um filho com os cabelos cheios de fogo e o rosto todo cheio de sardas, mais ou menos da minha idade, que passou a ser o meu companheiro de aventuras..
A casa da minha avó era mais modesta, mais era bonita também, era modesta mais agradável.
O aterro sanitário
__________________________
O lixão
Naquela época todo lixo de São Paulo era depositado no lixão nas imediações da favela do Tatuapé.
O dia inteiro o tráfego de caminhões eram intensos, com idas e vindas de caminhões, assim que um dos caminhões chegava , os moradores corriam parta lá, para pegar tudo o que pudessem levar, desde objetos de decoração e outros diversos até alimentos que pudessem ser aproveitados.
Lá imperava a lei dos mais fortes, eles sim sempre levavam o melhor, enfim cada um levava o que conseguia.
Alem dos moradores e caminhoneiros, os espaços também eram disputados com os abutres que também faziam a festa, mas de certa forma todos viviam em paz, as vezes
Saiam algumas brigas por disputa, mas eram coisas de momento, aconteciam que duas pessoas pegavam o mesmo objeto, bem vocês podem imaginar o que acontecia, discuções, algumas vezes até brigas. Era impressionante as coisas que eram encontradas desde alimentos até artigos para decoração,objetos de arte, roupas, calçados, etc....
Minha avó
¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬______________________________
Com a convivência pude conhecer melhor aquela estranha mulher chamada Júlia, ela se vestia sempre de negro, embora prendesse aqueles cabelos negros com um pitote acima da cabeça mas quando ela soltava aqueles longos cabelos para pentear é que eu via o quanto aquela mulher era linda sem seus óculos, sem aquele vestido negro, apenas de camisola é que podia-se perceber o quanto aquela mulher era linda, seus olhos esverdeados que nunca notei, pois seus óculos escondiam aquela beleza de olhar, ela falava pouco, demonstrava pouco afeto,mas com apenas um olhar a gente se entendia.
Tínhamos alguma coisa em comum eu não sabia o que mas eu gostava muito dela e ela de mim, podia-se observar os ciúmes dos outros netos, só porque achavam que eu era a preferida e era mesmo, e eu me orgulhava muito disso.
Na favela era uma figura muito querida por todos, uma espécie de mãezona de todos muito respeitada e requisitada, ela era parteira, médica dos pobres, conselheira de todos, pediatra, acompanhava o crescimento das crianças, ensinava as mães como cuidar
Issis Antunes
direitinho delas, conhecia as plantas como ninguém para todos os males ela tinha remédio, enfim ela era um pouco de tudo exercia multi funções.
Ela era conselheira de todos, apaziguadora, até os bandidos a respeitavam.
Lata d’água
Lata d’água
Luiz Antônio e J. júnior
Lata d’água na cabeça/ Lá vai Maria/ Lá vai Maria
Sobe o morro, não se cansa/ pela mão leva a criança
Lá vai Maria
Maria lava a roupa lá no alto
Lutando pelo pão de cada dia
Sonhando com a vida do asfalto
Que acaba onde o morro principia
Naquela época,água encanada não tinha, o jeito era buscar água de poço, parecia até uma procissão, todos enfileirados, mulheres, homens e até crianças todos iam buscar a água da vida, ou no poço ou na bica.
O interessante era ver as mulheres carregarem grandes quantidades de latas cheias de água na cabeça, como agüentavam todo aquele peso? Não sosseguei até descobrir o segredo.É que elas enrolavam um pano comprido em forma de um circulo, bem em cima da cabeça e colocavam a lata ´por cima e andavam para equilibrar a lata sem derrubar a ´lata, tampouco a água.
E lá iam elas mulheres trabalhadeiras guerreiras, alem de carregar a lata,pela mão levavam seus filhos, as vezes outro ia no colo, o pessoal para distribuir o peso muitas vezes levavam vários baldes presos pela vassoura, um segurava de um lado e outro do outro.até a criança participava dessa empreitada.E tudo,as vezes parecia brincadeira, tudo isso era para aliviar o peso, então contava-se uma piada, falava-se mal da vida alheia, ou então inventava-se uma brincadeira.
BARRO BARRENTO!
QUERIA ATRAVESSAR
E NUNCA SAÍ DO CHÃO!
ISSIS ANTUNES
terça-feira, 23 de março de 2010
VIOLENCIA DOMESTICA O GRITO DAS MULHERES!

As brasilienses estão denunciando mais a violência que sofrem dentro de casa. Um levantamento estatístico do Tribunal de Justiça do Distrito Federal mostra que a média mensal de medidas protetivas distribuídas este ano às vítimas aumentou 18,4% em relação a 2008. Os dados de 2009 são parciais e referem-se aos procedimentos adotados entre janeiro e setembro. Nos nove primeiros meses, foram aplicados por mês, em média, 843 medidas de proibição de contato e aproximação entre a vítima e o agressor. No ano passado, foram 712.
Quando a mulher registra uma agressão na delegacia de polícia, ela pode pedir, no local, proteção à Justiça. O juiz tem 48 horas para deferir ou não o pedido da vítima. A agilidade na apreciação oferece à pessoa a possibilidade de se sentir mais segura depois de ter passado por uma situação provocada pela violência. "A evolução dos números de distribuição de medidas protetivas mostra que as mulheres estão pedindo mais ajuda. Pedir a medida é a primeira coisa que se faz. É um direito que as mulheres têm. Depois, a vítima pode ou não entrar com um processo contra o agressor", afirma a titular da 1ª Vara do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, juíza Maria Isabel da Silva.
Mais denúncias registradas não significam que a violência doméstica está crescendo, destaca a professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) e subsecretária de Planejamento de Políticas para as Mulheres, Lourdes Bandeira. "O movimento organizado das mulheres, a Lei Maria da Penha, a criação de varas especializadas, a conscientização de agentes públicos estimula o aumento nas denúncias e a aplicação de medidas protetivas. Mas não temos como dimensionar se a violência aumentou ou não. Ela sempre existiu, mas era velada", afirma.
A coordenadora para Assuntos da Mulher da Secretaria de Justiça do DF, Valéria de Souza Rocha, acredita que as vítimas estão mais encorajadas a falar depois de três anos de vigência da Lei Maria da Penha(1). "As mulheres estão falando mais e querem ver o agressor processado", diz. Para ela, a rigidez da legislação é uma das responsáveis pela estabilidade no número de flagrantes de violência doméstica divulgado pelo TJDFT.
Cárcere doméstico
A coragem de denunciar a violência que Roberta* sofria surgiu como um ato de sobrevivência. A dona de casa, de 32 anos, não aguentou mais a pressão de viver como refém do marido alcoólatra. O casal morava até semana passada numa chácara no interior de Goías numa situação de cárcere doméstico. "Tudo o que ele fazia eu tinha que estar junto. Se ia campinar o mato, me obrigava a ficar do lado dele. Ele achava que eu ia fugir da chácara e não me deixava fazer nada sozinha", lembra. A companhia constante do marido era marcada por momentos de violência verbal e física. Xingamentos, chutes e puxões de cabelo faziam parte do dia a dia até a última segunda-feira, quando Roberta quase morreu nas mãos do algoz que tinha dentro de casa.
Ela levou golpes de facão por todo o corpo e só conseguiu escapar da ira do marido quando ele viu a quantidade de sangue derramado no chão. "Quando percebeu que os cortes na cabeça, no rosto e nas costas estavam profundos, me largou e chamou o dono da chácara para me levar ao hospital. Mandou eu dizer no hospital que tinha brigado com uma mulher num bar. Mas, quando vi o policial, não tive dúvidas em denunciá-lo. Ele foi preso na frente do hospital", conta a vítima. Roberta agora está na Casa Abrigo - local sigiloso de proteção às vítimas de violência doméstica oferecido pelo GDF - e espera melhorar seu estado de saúde para projetar uma nova vida. "As mulheres têm que denunciar os agressores antes de estarem mortas", aconselha.
1 - Legislação
A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Maria da Penha, criou os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e alterou o Código Penal brasileiro para possibilitar que os agressores possam ser presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. O artigo 5º do texto configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano material ou patrimonial.
Álcool e drogas, vilões frequentes
O álcool funciona como combustível da violência. Quase a totalidade dos processos que tramitam na 1ª Vara do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, do Tribunal de Justiça do DF, estão relacionados ao consumo de bebida alcóolica ou entorpecentes por parte do agressor. Atualmente, existem 810 processos em andamento e 90% deles retratam histórias de mulheres agredidas por pessoas alteradas por essas substâncias. "Infelizmente, a violência contra as mulheres tem uma forte ligação com o uso de drogas e de álcool por parte do agressor. Muitas vítimas repetem em seus relatos a frase clássica de que 'ele é muito bom quando não está bêbado'", afirma a juíza Maria Isabel da Silva.
De acordo com o 2º Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, divulgado em 2005, o álcool é a droga mais consumida entre a população, com 49,85% de uso. Em 2007, o 1º Levantamento Nacional dos Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira divulgou que 40% dos homens brasileiros adultos consumiram bebidas alcoólica em excesso pelo menos uma vez nos últimos 12 meses. Em relação às mulheres, o percentual estimado é de 18%. "Diante desse quadro, não há dúvida de que o álcool é o combustível da violência, não só a doméstica, mas também a juvenil e a do trânsito", resume a titular da 1ª Vara.
Os drinques a mais que a dona de casa Rafaela*, 29 anos, tomou com o marido são a provável causa da briga que o casal teve há três semanas. Ambos estavam bebendo em um bar, assistindo a um jogo de futebol pela televisão, quando começaram a discutir e se agredir verbalmente. "Ele queria ficar, eu queria ir embora e começou uma grande confusão. Quando chegamos em casa, perdemos o controle e ele puxou o meu cabelo. Liguei imediatamente para a polícia com receio de que a briga piorasse", conta Rafaela. Ao ver a ligação feita à polícia, o marido procurou a delegacia mais próxima de casa. A ocorrência foi registrada e o casal está fazendo terapia na 1ª vara especializada. "Um puxão de cabelo foi o suficiente para percebermos que precisávamos mudar nosso comportamento. Tenho certeza de que, se não tivéssemos bebido, isso não teria acontecido", garante ele.
* Nomes fictícios para preservar as vítimas
Muitas vítimas repetem em seus relatos a frase clássica de que 'ele é muito bom quando não está bêbado"
Maria Isabel da Silva, juíza titular da 1ª Vara do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher
As brasilienses estão denunciando mais a violência que sofrem dentro de casa
Luísa Medeiros
Publicação: 06/12/2009 08:32
Um levantamento estatístico do Tribunal de Justiça do Distrito Federal mostra que a média mensal de medidas protetivas distribuídas este ano às vítimas aumentou 18,4% em relação a 2008. Os dados de 2009 são parciais e referem-se aos procedimentos adotados entre janeiro e setembro. Nos nove primeiros meses, foram aplicados por mês, em média, 843 medidas de proibição de contato e aproximação entre a vítima e o agressor. No ano passado, foram 712.
Quando a mulher registra uma agressão na delegacia de polícia, ela pode pedir, no local, proteção à Justiça. O juiz tem 48 horas para deferir ou não o pedido da vítima. A agilidade na apreciação oferece à pessoa a possibilidade de se sentir mais segura depois de ter passado por uma situação provocada pela violência. "A evolução dos números de distribuição de medidas protetivas mostra que as mulheres estão pedindo mais ajuda. Pedir a medida é a primeira coisa que se faz. É um direito que as mulheres têm. Depois, a vítima pode ou não entrar com um processo contra o agressor", afirma a titular da 1ª Vara do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, juíza Maria Isabel da Silva.
Mais denúncias registradas não significam que a violência doméstica está crescendo, destaca a professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) e subsecretária de Planejamento de Políticas para as Mulheres, Lourdes Bandeira. "O movimento organizado das mulheres, a Lei Maria da Penha, a criação de varas especializadas, a conscientização de agentes públicos estimula o aumento nas denúncias e a aplicação de medidas protetivas. Mas não temos como dimensionar se a violência aumentou ou não. Ela sempre existiu, mas era velada", afirma.
A coordenadora para Assuntos da Mulher da Secretaria de Justiça do DF, Valéria de Souza Rocha, acredita que as vítimas estão mais encorajadas a falar depois de três anos de vigência da Lei Maria da Penha(1). "As mulheres estão falando mais e querem ver o agressor processado", diz. Para ela, a rigidez da legislação é uma das responsáveis pela estabilidade no número de flagrantes de violência doméstica divulgado pelo TJDFT.
Cárcere doméstico
A coragem de denunciar a violência que Roberta* sofria surgiu como um ato de sobrevivência. A dona de casa, de 32 anos, não aguentou mais a pressão de viver como refém do marido alcoólatra. O casal morava até semana passada numa chácara no interior de Goías numa situação de cárcere doméstico. "Tudo o que ele fazia eu tinha que estar junto. Se ia campinar o mato, me obrigava a ficar do lado dele. Ele achava que eu ia fugir da chácara e não me deixava fazer nada sozinha", lembra. A companhia constante do marido era marcada por momentos de violência verbal e física. Xingamentos, chutes e puxões de cabelo faziam parte do dia a dia até a última segunda-feira, quando Roberta quase morreu nas mãos do algoz que tinha dentro de casa.
Ela levou golpes de facão por todo o corpo e só conseguiu escapar da ira do marido quando ele viu a quantidade de sangue derramado no chão. "Quando percebeu que os cortes na cabeça, no rosto e nas costas estavam profundos, me largou e chamou o dono da chácara para me levar ao hospital. Mandou eu dizer no hospital que tinha brigado com uma mulher num bar. Mas, quando vi o policial, não tive dúvidas em denunciá-lo. Ele foi preso na frente do hospital", conta a vítima. Roberta agora está na Casa Abrigo - local sigiloso de proteção às vítimas de violência doméstica oferecido pelo GDF - e espera melhorar seu estado de saúde para projetar uma nova vida. "As mulheres têm que denunciar os agressores antes de estarem mortas", aconselha.
1 - Legislação
A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Maria da Penha, criou os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e alterou o Código Penal brasileiro para possibilitar que os agressores possam ser presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. O artigo 5º do texto configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano material ou patrimonial.
Álcool e drogas, vilões frequentes
O álcool funciona como combustível da violência. Quase a totalidade dos processos que tramitam na 1ª Vara do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, do Tribunal de Justiça do DF, estão relacionados ao consumo de bebida alcóolica ou entorpecentes por parte do agressor. Atualmente, existem 810 processos em andamento e 90% deles retratam histórias de mulheres agredidas por pessoas alteradas por essas substâncias. "Infelizmente, a violência contra as mulheres tem uma forte ligação com o uso de drogas e de álcool por parte do agressor. Muitas vítimas repetem em seus relatos a frase clássica de que 'ele é muito bom quando não está bêbado'", afirma a juíza Maria Isabel da Silva.
De acordo com o 2º Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, divulgado em 2005, o álcool é a droga mais consumida entre a população, com 49,85% de uso. Em 2007, o 1º Levantamento Nacional dos Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira divulgou que 40% dos homens brasileiros adultos consumiram bebidas alcoólica em excesso pelo menos uma vez nos últimos 12 meses. Em relação às mulheres, o percentual estimado é de 18%. "Diante desse quadro, não há dúvida de que o álcool é o combustível da violência, não só a doméstica, mas também a juvenil e a do trânsito", resume a titular da 1ª Vara.
Os drinques a mais que a dona de casa Rafaela*, 29 anos, tomou com o marido são a provável causa da briga que o casal teve há três semanas. Ambos estavam bebendo em um bar, assistindo a um jogo de futebol pela televisão, quando começaram a discutir e se agredir verbalmente. "Ele queria ficar, eu queria ir embora e começou uma grande confusão. Quando chegamos em casa, perdemos o controle e ele puxou o meu cabelo. Liguei imediatamente para a polícia com receio de que a briga piorasse", conta Rafaela. Ao ver a ligação feita à polícia, o marido procurou a delegacia mais próxima de casa. A ocorrência foi registrada e o casal está fazendo terapia na 1ª vara especializada. "Um puxão de cabelo foi o suficiente para percebermos que precisávamos mudar nosso comportamento. Tenho certeza de que, se não tivéssemos bebido, isso não teria acontecido", garante ele.
* Nomes fictícios para preservar as vítimas
SEM SAÍDA!!!

MEU CORAÇÃO ESTÁ PRESO, DILACERADO,
CORROÍDO PELAS AMARGURAS GERADAS,IMPOSTAS.
PERCORRO LABIRNTOS SEM FIM, SEM ENCONTRAR UMA SAÍDA,
AQUELA QUE NÃO CAUSE DOR A NINGUEM.
TRAVO UMA GUERRA DIÁRIA NA BUSCA DE UMA SAIDA,
ESTOU SEM FORÇAS, CORROÍDA PELO TEMPO,
NEM PERCEBI QUE ELE SE ESVAIU,
JUNTO COM MEUS SONHOS,MINHAS ALEGRIAS,
MINHAS ILUSÕES.
SOBREVIVO BUSCANDO UMA SAÍDA,PERDIDA NO TEMPO,
NOS SONHOS DE UMA VIDA, NÃO SEI SE HÁ UMA SAÍDA??
SE HÁ VIDA, SE DO OUTRO LADO EXISTE ALGO BOM,
OU SE ESTOU PERDIDA DE VEZ,
AQUI, NESTE LABIRINTO SEM SAÍDA!
ISIS ANTUNES


