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A ÁGUIA E A GALINHA

A ÁGUIA E A GALINHA
A ÁGUIA E A GALINHA

Conheçam o meu livro: MARIA, MADALENA,AMÉLIA, CÚ.

terça-feira, 23 de março de 2010

Eros e Psique !




Fernando Pessoa


Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
......................................................................

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sonho Impossível - Maria Bethania

AGUIAS QUE FALAM! BOA SEMANA!!!

domingo, 21 de março de 2010




CADA UM COM SEU CADA UM
Cada macaco no seu galho. Cada pássaro em sua gaiola. E cada cavalo no seu estábulo. Cavalo? Adverti sobre cavalos? Talvez por que tivesse ficado horas a fio observando um veterinário de renome e conhecidíssimo naquela região, em seu trabalho cotidiano. Ele parecia um médico. Aliás, ele era um médico. A diferença é que cuidava de seres irracionais.

Uma cena de visão dúbia: sabia da importância de “etiquetar” os animais, mas sabia também, o quanto aquilo era doloroso para o animal. Deus nos acuda. Ele estava carimbando os cavalos. Eu não sabia nada sobre medicina veterinária, menos ainda sobre os nomes daqueles equipamentos cirúrgicos. Só conseguia ver que tinha brasa na ponta, e que era feito de ferro. O veterinário, com todo cuidado, aquecia o equipamento e o impregnava na parte traseira do animal. Esta cena deve ter se repetido aproximadamente umas dez vezes, em cavalos dos mais diferentes tipos e raças. A reação inicial do animal era comum: Um coice. Revide ao aquecimento doloroso.

Imagine você sendo queimado por um ferro à brasa. Mas logo depois se acalmava. Mas, o que mais chamava a minha atenção, era a reação deles, ao perceber que o médico estaria aquecendo novamente o equipamento. Eles rodopiavam nervosos e agitados. A sensação era de que, uma vez marcados, já tinham aprendido a lição. Sabiam o quanto era árduo e doloroso e não queriam novamente a este ritual se subordinarem.

Quem dera os humanos fossem assim. Da ficção para a realidade. Mulheres, cadê os animais que moram dentro de vocês? Sinto que é hora de aprender com os irracionais. Somos vítimas da violência doméstica. Somos estupradas, espancadas, maltratadas. Somos usadas, colocadas à mercê da vontade daqueles com os quais resolvemos nos acorrentar. Neste caso é corrente. Pra não chamar de algemas, e dizer que, estas mulheres, são sujeitas ativas para aumentar ainda mais a pressão dos elos. E, conseqüentemente, serem sufocadas por esta compressão. A maioria delas acredita que as chaves, só os respectivos esposos têm. Ledo engano. Desatem os nós. Livrem-se das correntes. Não podemos permitir que o tratamento que nos foi dado equivocadamente há anos, de seres frágeis, nos escravize. Isso é escravidão!
Só mudaram as vítimas, a cor da pele e as questões sociais.
Mudaram o cativeiro. Somos presas dentro de nossas próprias casas, impedidas de dialogar, vítimas de espancamentos dos mais diversos, sem açoite. E eles, os réus confessos, se escondem atrás das drogas lícitas e ilícitas, atrás dos problemas de cunho social, atrás de suas próprias máscaras. Coitados? Coitadinhas de nós.
Mas, por favor retirem o dó. Ainda bem que criaram as delegacias de mulheres. Não se assustem: 70% daquelas que fazem representação contra a violência, desistem antes mesmo de gerar um processo. A resposta delas é sempre a mesma.

- Tenho medo do que ele vai fazer comigo.

È como ganhar uma máquina de lavar de última geração e ser impedida de usar porque a conta de luz vai ficar mais cara. Uma aberração. O amor-próprio deve ter saído pra comprar cigarros e nunca mais voltou. Ainda bem que não tivemos notícia da morte dele. Isso faz com que tenhamos esperança no seu retorno. Cada um com seu cada um. E assim... Os cavalos continuam sendo carimbados. E as mulheres... Continuam acorrentadas, marcadas e escravizadas. Realidade nua e crua. Doa a quem doer.
Mônica Mello
Publicado no Recanto das Letras em 09/12/2008

Amor e seu tempo - Carlos Drummond de Andrade

MINHAS POESIAS: O TEMPO


O TEMPO!
O TEMPO ME ALCANÇOU E EU NÃO TE ENCONTREI.
NOSSAS ESTRADAS SÃO TÃO DIFERENTES, TALVEZ DISTANTES..
E EU SONHEI, UMA VIDA INTEIRA EM TE ENCONTRAR, E SÓ VI O TEMPO PASSAR,
DORMI NO TEMPO, É TARDE AGORA.
VOCÊ AGORA TEM SEU CANTO E EU TENHO O MEU.
O TEMPO PASSOU E EU PERDI O TREM.
AGORA É TARDE.
NUNCA TE ACHEI, ONDE VOCÊ SE ESCONDEU,OU SERÁ QUE A VIDA NOS ESCONDEU DE NÓS?
ISIS ANTUNES
NUNCA TE ACHEI,
O TEMPO CHEGOU SEM DÓ E EU PERDI O TREM, MATEI TODOS OS SONHOS,
E NUNCA MAIS TE ACHEI???
ISIS ANTUNES


Amor e seu tempo - Carlos Drummond de Andrade

sábado, 20 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Mulheres Escravizadas

CONTINUAÇÃO DO LIVRO CÚ




MARIA

Teceiro capítulo

Um mundo novo
As viagens
__________________________


Henrique sempre que podia levava Isis junto com ele quando ia fazer corrida de táxi, principalmente quando era fora da cidade, nas imediações, sempre viagens curtas, mas para ela era muito bom, principalmente colocar seu rosto na janela e sentir a liberdade o vento, sentir e ver a natureza, o cheiro do mato, o verde das matas, os animais ao longe, tudo era mágico, parecia que ela via os seres pequenos da mata, ora em cima das árvores, ora no chão trabalhando, as vezes lhe acenavam com as mãos, ela falava com seu pai mas ele nada via, acho que pensava coisas de criança,Isis sempre cobrava e ele nunca negava sempre que podia a levava.
Um dia em uma de sua viagens ele achou um filhote de raposa, levou para casa mas linda ficou com medo por causa de Isis e pediu para que ele levasse embora, o que ele fez com o filhote nunca se soube.
Júlia tinha um carinho especial por sua neta, nessa época ela freqüentava a casa da sua filha, gostava muito de Henrique seu genro, estava morando na capital São Paulo e sempre que podia vinha visitar as filhas.
Um dia ela chegou dizendo:
-Amanhã eu volto para São Paulo e pretendo levar Isis comigo, não adianta retrucar, está decidido.
Quando Isis ouviu ficou felicíssima, pela primeira vez ela iria viajar de trem, conhecer a Maria Fumaça era tudo de bom.
Quem consegue dizer não quando olhinhos castanhos, lindinhos pedem com tanta candura!
O encanto começou na viagem de trem, ela foi do lado da janela, olhando as coisas mais belas,a linda estação, passa poste, passa trilho, tudo tem mais brilho no verde das matas, nas alturas das montanhas, nas cores das vacas e dos cavalos,as diferentes estações que ficaram para traz, o punhado de gente, aqui e acolá, a estradinha tão pequenina e olhe as meninas, grande e pequenas nunca são as mesmas é sempre coisa nova, muita coisa pra ver, tão rápido e depressa.que vento danado soprava seu rosto, despenteava seus cabelos, outras horas iam embora e depois voltavam de outro lado.eram cidades, casas, paisagens e animais que não acabavam mais.
A estação em São Paulo era grande demais na cidade tudo era muito alto, eram casas, prédios, pessoas bondes, ônibus que não acabavam mais,eram tantas pessoas, tudo alto e longe demais, meu medo era de me perder da minha avó e não achar ela mais.
Como fiquei cansada a viagem não acabava mais, o cansaço era tanto que tudo perdia a graça e não tinha mais aquele encanto, o barulho já me incomodava, até que finalmente o ônibus parou no ponto e nós descemos no bairro do Tatuapé.


Issis Antunes

quarta-feira, 17 de março de 2010

A VERDADEIRA LIÇÃO PARA O CASAL APAIXONADO!


UM CASAL APAIXONADO
Certa vez ouvi uma historia que ficou marcada na minha memória, então agora vou tentar descrevê-la da melhor forma possível...

Esta é a historia de dois jovens índios que se amavam loucamente, e por este amor ser tão lindo, eles tiveram a idéia de se de prender e de eternizar este amor.
Sim eles queriam estar sempre juntos e eternizar este amor, mas não sabiam como fazê-lo, então o homem do casal foi ate o sábio e perguntou a ele:
-Sábio tenho uma companheira, somos muito felizes e por isto queríamos estar sempre juntos e eternizar este sentimento, mas não sabemos como fazê-lo...
O senhor poderia nos ajudar?
O sábio admirando, sorriu e mandou que ele chama-se a sua companheira.
Quando ela chegou em sua tenda, ele os separou dizendo:
-Você Touro Bravo pela manhã, deverá partir e encontrar um falcão formoso, lindo e muito saudável, então capture-o e traga-o vivo para mim.
-Você Luz do Sol também deve partir fazendo a mesma coisa, só que eu quero de você uma linda águia, saudável e robusta, porem não deve feri-la, pois eu a quero muito viva aqui.
Em seguida o casal saiu da tenda, se despediram muito animados, pois eles pensaram que o sábio iria lhes dar uma eternidade de amor.
Pela manhã cada um foi para um lado, e apos alguns dias tentando capturar os pássaros, eles voltaram à tribo, cada um com a sua presa.
De imediato estando muito orgulhosos de ter conseguido os pássaros, eles foram procurar o sábio, porem este mandou que eles descansassem, porque só pela manha iria vê-los.
Assim aconteceu, na manhã seguinte o casal apaixonado visitou a tenda do sábio, então este fez com eles carregassem as suas presas enquanto caminhavam em direção ao topo de uma linda montanha.
O sábio com uma corda na mão, disse aos dois...
-Agora eu quero que vocês amarrem os pés do passaro do outro.
O casal amarrou como lhe foi pedido. Em seguida o sábio ordenou aos dois que eles lançassem seus pássaros ao vento, e eles o fizeram...
Naquele momento os pássaros começaram altivos a voar, mas de repente eles tiveram dificuldades voando com os seus pés atados...É não demorou eles começaram a se bicar, a se machucarem e finalmente cansados, eles cairão juntos e começaram a se rastejar pelo caminho.
Surpresos os índios se olharam e perguntaram ao sábio.
-Sábio porque isto, porque eles se destroem?
E o sábio lhes respondeu:
-Vocês são como este falcão e esta águia, portanto se vocês estiverem amarrados um ao outro ainda que seja por muito amor, vocês um dia se machucarão e em breve estarão se arrastando como estes dois que brigaram, caíram e não podem mais se levantar... Olhem bem estes pássaros e pensem nisto, se quiserem que o seu amor perdure para sempre, aconselho que vocês voem juntos, pois o dia que vocês amarrarem os pés do outro, o seu amor cairá como eles caíram, pois no amor é necessário que as asas de cada um funcione bem para renovar suas forças e os seus sonhos...

Moral da historia: somente livres as pessoas são capazes de amar!
Glaucia

Romantico- mais visto no Mundo - Amor de verdade - legendado

terça-feira, 16 de março de 2010

Pensamentos Textos Poesias: Agressão Verbal

Pensamentos Textos Poesias: Agressão Verbal

डा AGRESSÃओ वेर्बल अ FÍSICA


Em graus variados, a violência está presente na vida da maioria das pessoas, de todas as idades, sem distinção de raça, credo, sexo, cultura e classe social. Entre as principais vítimas, destacam-se as mulheres, para as quais a máxima “lar, doce lar” nem sempre é verdadeira: entre as mulheres que sofreram algum tido de violência e receberam atendimento na organização não-governamental SOS Mulher, 85% foram agredidas dentro de casa e, em mais da metade dos casos, o agressor era o companheiro ou um ex-companheiro. Os dados são apresentados em um artigo recém-publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, periódico científico da Fiocruz.
Segundo as vítimas, as causas de agressão foram, principalmente, o vício em álcool ou outras drogas e o ciúme (36,9% e 19,9%, respectivamente). A esperança de melhorar o relacionamento conjugal foi o principal motivo referido pelas mulheres (33,8%) para continuarem convivendo com seus companheiros após as agressões sofridas”, diz o artigo, assinado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia. O trabalho caracteriza aspectos epidemiológicos e clínicos das violências física, sexual, psicológica e verbal contra as mulheres em Uberlândia (MG).

No estudo, além de 884 fichas da ONG, foram consultadas outras fontes referentes a agressões contra mulheres, como 614 atendimentos médicos no Hospital das Clínicas de Uberlândia (HCU) e 1.163 laudos de perícias e necropsias do Posto Médico Legal (PML) da cidade. No HCU e no PML, predominaram os episódios de agressão física, enquanto na ONG as violências física e psicológica atingiram proporções semelhantes.

Das mulheres atendidas pela ONG, a maioria tinha entre 18 e 39 anos de idade, não havia concluído o ensino fundamental e trabalhavam como domésticas ou donas-de-casa. Os agressores, quase todos homens, apresentavam um perfil similar: idade entre 20 e 49 anos, ensino fundamental incompleto e ocupações que não exigem maior escolaridade, como pedreiros, serventes ou motoristas. Contudo, é preciso cuidado para não tirar conclusões precipitadas e julgar que a violência contra a mulher é um fenômeno que atinge apenas as classes sociais menos favorecidas. “A violência também ocorre nas classes média e alta, mas estas, por receio de escândalos, utilizam-se de serviços particulares. A violência entre as classes mais altas fica evidenciada na mídia somente em situações extremas, quando ocorrem homicídios praticados por maridos ou companheiros ”, explica o artigo.

Segundo os pesquisadores, em todas as classes sociais e em todo o mundo, muitos casos de violência contra a mulher não são registrados pelos serviços de saúde. “Muitas vezes, a violência contra a mulher não é detectada no setor de saúde pela dificuldade em se falar e tratar do assunto, tanto por parte das mulheres agredidas quanto por parte dos profissionais”, afirma o artigo.

O silêncio e a invisibilidade, freqüentemente, envolvem os casos de violência sexual. “Uma das causas para a baixa freqüência de denúncias é que a maioria das agressões ocorre em ambientes familiares ou são praticadas por pessoas conhecidas, com vínculo sentimental ou hierárquico entre agressores e vítimas, de modo que estas nem sempre denunciam ou procuram atendimento médico, ainda que a violência se repita por meses ou anos”, destaca o artigo. “O sexo vaginal forçado no casamento poucas vezes é reconhecido como violência, parecendo enquadrar-se socialmente e sexualmente como ‘normal’ na relação”.

De forma similar, a violência psicológica e as agressões verbais não são notificadas por serem consideradas inerentes à intimidade dos casais. Contudo, elas também têm efeitos nocivos à saúde e podem ser fatores que antecedem a violência física. “A violência verbal é banalizada e raramente reconhecida, tornando-se, talvez, a mais invisível de todos os tipos de violência”, diz o artigo.

A análise dos dados do HCU e do PML mostrou que mais de 13% das mulheres vítimas de agressões precisaram ser hospitalizadas, sendo as especialidades de odontologia buco-maxilo-facial, ortopedia e traumatologia, e clínica médica as mais solicitadas. No período de dois anos pesquisados no PML, houve 25 mortes em decorrência das violências sofridas, nas quais os agressores chegaram a utilizar armas brancas ou de fogo. Este dado revela que, em Uberlândia, no mínimo, uma mulher foi morta por mês e, mesmo nos casos que não resultaram em óbitos, nota-se a intenção de homicídio devido à gravidade das lesões.

"O espancamento de uma parceira íntima pode ser rotineiro, sendo raro que ocorra uma única vez. Com o tempo, a violência tende a tornar-se mais freqüente e aumentar em gravidade; as marcas visíveis da violência são tratadas nos serviços de saúde para, em seguida, as mulheres retornarem ao mesmo ciclo de espancamento e abusos que podem resultar em homicídios ou suicídios", alerta o artigo, chamando a atenção para a necessidade dos profissionais de saúde se aterem à identificação e ao acompanhamento dessas pacientes vítimas de violências.

...
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segunda-feira, 15 de março de 2010

VIOLÊनकिया VERBAL

Publicado por teiversonalves em março 9, 2007

Você ficou sem entender bem o que aconteceu - conversou com uma pessoa grosseira que um Tratou de maneira ríspida,. TENTAVA provoca-la a todo instante, mas só você percebia. Não, você não está ficando paranóico, a violência verbal infelizmente existe e pode estar em qualquer lugar. A transgressão das regras verbais, um assunto que merece nossa reflexão, é invisível para muitos por não expor marcas físicas. Não obstante, as suas cicatrizes pueden destruir vidas, se você assim para se deixar levar por elas. E ainda que passe socialmente DESPERCEBIDA e que seja tolerada para não romper estruturas, temos de discuti-la.
A violência verbal pode também estar camuflada, sendo mais comum do que podemos imaginar ea todo instante estamos Sujeitos um recebe-las. E o que dizer da agressão verbal direta! Sabemos que as palavras tem poder para alegrar assim com tem poderes para machucar e são piores do que uma agressão física, pois deixam marcas, as vezes, para sempre!
Na vida familiar as vezes é pouco Reconhecida Tornando assim comum entre o marido ea mulher, passando por seus filhos. Assim uma violência praticada na fala, como usar palavras de baixo calão e falar com tom de voz elevado, em meio ao silêncio, sob Domínio do medo, fragiliza as pessoas-agredidas. Embora esse tipo de agressão não tenha marcas evidentes, é tão grave quanto o ato físico. Temos de dizer um basta a esse tipo de atitude. Não basta chocar-mos-nos com atos de descriminação Incluem violência que, principalmente as físicas, e horrorizarmo-nos com guerras, bombas, tiroteios e crimes hediondos e abandonarmos as agressões verbais.
Não, o mundo certamente será melhor quando cuidarmos para que nosso comportamento verbal reflita respeito pelo outro, Permitindo diferenças individuais, quer nas opiniões, quer nas escolhas, traduzidas por elegante e civilzado discurso verbal.


Teiverson Alves.

DIAS ATRÁS FAZENDO COMPRAS NO SUPERMERCADO ACOMPANHADA COM O MEU MARIDO, ENCONTREI-ME COM UMA AMIGA DOS TEMPOS DA FACULDADE, FAZIA OITO ANOS QUE NÃO A VIA, DESDE O DIA DA FORMATURA,ERAMOS AMIGAS INSEPARÁVEIS, ELA UMA JOVEM RECEM CASADA,FELIZ DA VIDA, QUERENDO APRENDER RECEITAS PARA VIVER UMA VIDA FELIZ E AGRADAR SEU PARCEIRO.
DO POUCO QUE CONHEÇO TENTEI PASSAR O MELHOR PARA ELA.MAS PARA ISSO NÃO HÁ RECEITAS NEM MOLDES, SÃO SITUAÇÕES DIFERENTES.
NOS INTERVALOS ENTRE UMA AULA E OUTRA LÁ ESTAVA O NOSSO GRUPINHO DE MULHERES CASADAS SEMPRE JUNTAS,ATÉ NO GRUPO DE ESTUDOS SEMPRE QUE POSSÍVEL ESTÁVAMOS JUNTAS.
QUANDO EU A ENCONTREI OLHEI E VI UM ROSTO TRISTE, ABATIDA, ENVELHECIDA,SEUS OLHOS ME PEDIAM SOCORRO, NAQUELES BREVES TEMPOS, RAPIDAMENTE PUDE ENTENDER O QUANTO ELA ESTAVA INFELIZ, JÁ NÃO ERA MAIS AQUELA DÉBORA QUE CONHECI,NEM PUDEMOS OU TIVEMOS A CHANCE DE CONVERSARMOS A SÓS, MEU FIEL GUARDIÃO ESTAVA A POSTOS,ATENTO A TUDO, SEI LÁ POR QUE? O QUE ELE PENSA? MAS NÃO FICO NUNCA SOZINHA, QUEM SABE, O MEDO DE QUE EU POSSA FUGIR.
COMO DIZER A ELA QUE EU TAMBÉM NÃO SOU MAIS A MESMA, NÃO SOU MAIS AQUELA MULHER QUE PARECIA SER ALEGRE, FORTE E GUERREIRA, AQUELA QUE TINHA ILUSÕES INGÊNUAS QUE PODERIA MUDAR O MUNDO, QUIE PODERIA FAZER A DIFERENÇA, QUE PODERIA TRAZER CONHECIMENTO AS PESSOAS E ACORDÁ-LAS PARA A VIDA, AQUELA QUE QUERIA CONTRIBUIR COM O ORÇAMENTO DOMESTICO,AQUELA QUE QUERIA APENAS TER SEU DINHEIRO, SEU EMPREGO, AJUDAR SEU MARIDO, MAS INVÉS DISSO ELE ACHOU QUE EU FUI BUSCAR UMA OPORTUNIDADE PARA DEIXA-LO OU SEI LÁ O QUE SE PASSOU POR SUA MENTE.ELE PERDEU O CHÃO!
TODOS ACHARAM RUIM, PORQUE PERDERAM A COZINHEIRA, FAXINEIRA, LAVADEIRA, ENFERMEIRA, AQUELA QUE ESTAVA ALI SEMPRE A POSTOS DE PRONTIDÃO,ETC......
MAS MESMO TRABALHANDO, CANSADA, NUNCA DEIXEI DE CUMPRIR COM MINHAS OBRIGAÇÕES DOMÉSTICAS.MAS ISSO NÃO BASTAVA.
ENFIM O TRISTE FOI CONCLUIR QUE DUAS PESSOAS CHEIAS DE SONHOS, DE GARRA, AGORA SOMOS APENAS UM FATASMA DE NÓS, ELA NÃO EXERCE A PROFISSÃO PARA A QUAL ESTUDOU TANTO, VEIO OS FILHOS E AQUELA MESMA CONVERSA, VAMOS CUIDAR DOS FILHOS E DEPOIS VOLTAR, MAS O TEMPÓ PASSA VOCE FICA PARA TRAZ E NÃO VOLTA MAIS, FICA DESATUALIZADA E O MERCADO NÃO TE ACEITA MAIS.
É PRECISO SER MUITO FORTE, DE MANEIRA NENHUMA NÃO ACEITAR MATAR SEUS SONHOS EM BENEFICIO DE OUTROS, NINGUÉM TE VALORIZA A NÃO SER VC MESMO, TEMOS QUE CONCILIAR TUDO, SEI QUE NÃO É FACIL, MAS SE SEDERMOS UMA VEZ, CEDEMOS SEMPRE.
E QUANDO SERÁ O SEU TEMPO????

domingo, 14 de março de 2010

Mensagem tocante


BOM DOMINGO E MUITA GARRA PARA ENFRENTAR A SEMANA, NÃO DESISTA DE VOCE!!!

sábado, 13 de março de 2010

sexta-feira, 12 de março de 2010

Você Aprende - William Shakespeare



http://www.advogadocuritiba.com.br/noticias.asp?c=70
Agressão verbal
Homem é condenado a pagar danos morais por ofensas
Allan Douglas de Oliveira e Fernandes, morador da cidade de Pará de Minas (MG), terá que indenizar duas mulheres por danos morais por ofensas verbais que praticou durante 10 meses. Elas, que são mãe e filha, devem receber R$ 2 mil e R$ 4 mil respectivamente por terem sido humilhadas e por terem tido a honra e a imagem ofendidas por Fernandes. A decisão é da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Cabe recurso.
Mãe e filha sustentam que foram humilhadas em diversos episódios e em público, com a nítida intenção de denegrir a honra e a imagem delas. Elas alegam que as ofensas foram motivadas pela cor da pele e pela condição social. Fernandes as chamava de “tição”, perguntava para as pessoas por que “com tanta gente vendendo Avon você logo compra dessa macaca”. Ele também dizia frases como “escrava tentando ser gente”, além de outros termos racistas.
Fernandes afirmou que não disse qualquer palavra ofensiva contra as duas. Justificou que eles tiveram pequenos conflitos nos quais ocorreram desabafos no calor da discussão. Afirma que nunca teve o propósito de agredir ninguém.
Segundo a desembargadora Márcia De Paoli Balbino, relatora do caso, ficou clara a intenção de ofender a honra de mãe e filha, uma vez que o episódio foi repetitivo e presenciado por outras pessoas. Como a cidade é pequena, o caso tornou-se de conhecimento público. Para a juíza, ficou demonstrado também, a partir de depoimentos, que não foi apenas um “mero desabafo”, impensado e sem dolo, quando de “cabeça quente”. Existiram, sim, ofensas verbais com intenção lesiva.
Para a relatora, mãe e filha foram escarnecidas, ofendidas, desonradas e desmoralizadas na várias pessoas e tal fato tornou-se público. A imagem delas perante toda a cidade ficou comprometida. Votaram junto com a relatora, os desembargadores Lucas Pereira e Eduardo Mariné da Cunha.
Processo 1.0471.06.06 Fonte: Revista Consultor Jurídico

quinta-feira, 11 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

O DRAGÃO!


O DRAGÃO ME VIGIA, DE NOITE E DE DIA.
ANDA NA PONTA DOS PÉS, PARA OUVIR OS MEUS LAMENTOS,
ESCUTAR O QUE EU FALO POR DENTRO,
QUER LER O MEU PENSAMENTO,ESCRAVIZAR A MINHA ALMA.
MARCAÇÃO CERRADA, VIVO ENCARCERADA, SEMPRE SOLITÁRIA.
SEMPRE ZANGADO, SOLTA FOGO PELAS VENTAS, ME AGRIDE
COM PALAVRAS DE NOITE E DE DIA,
SEM CESSAR, SÓ QUER ME MAGOAR, NÃO CHEGA ME ESCRAVIZAR?
O DRAGÃO NÃO PERDE TEMPO, NÃO DESCANSA NUNCA!
VIGIA ATÉ MEUS SONHOS,QUANDO SAÍ COMIGO, É MEU CÃO FEROZ,
SE ZANGA COM O JEITO QUE ME VISTO,DETESTA MEUS DECOTES,
NÃO DEIXA NINGUEM SE APROXIMAR ,SEMPRE ATENTO, SEGUE MEU OLHAR.
O DRAGÃO NUNCA ESTÁ CONTENTE, SÓ QUER ME MAGOAR, ME FAZER CHORAR,
ATÉ MEU RESPIRAR O INCOMODA, QUER ADIVINHAR COM QUEM EU VOU SONHAR.
TENTOU ME ESCRAVIZAR DE TODAS AS MANEIRAS, ME SUBJULGAR, SÓ NÃO CONSEGUIU ME MOLDAR , CONTROLAR MEUS  PENSAMENTOS, LAMENTO MUITO TUDO, PODERIA SER DIFERENTE, NÃO FOI, PORQUE VOCÊ NÃO QUIZ .
SÓ CONSEGUIU SER INFELIZ E ME FAZER TAMBÉM.
NÃO SEI ATÉ QUANDO ESSE SUPLÍCIO VAI CONTINUAR, NÃO SEI O QUE SERÁ DE MIM OU ATÉ QUANDO VOU AGUENTAR

quinta-feira, 4 de março de 2010

O QUE POUCA GENTE TEM CORAGEM DE ESCREVER. - VIOLÊNCIA VERBAL É TÃO PREJUDICIAL QUANTO A FÍSICA... | sardinhainnaldo.spaceblog.com.br

O QUE POUCA GENTE TEM CORAGEM DE ESCREVER. - VIOLÊNCIA VERBAL É TÃO PREJUDICIAL QUANTO A FÍSICA... | sardinhainnaldo.spaceblog.com.br

violência contra a mulher


Sobre a violência contra as mulheres






Pesquisa Ibope - Instituto Patrícia Galvão: Atitudes frente à violência contra a mulher

Violência Contra a Mulher: onde tem violência todo mundo perde - publicação do Instituto Patrícia Galvão

Maria, Maria (número especial sobre violência contra a mulher) - publicação do Unifem

Glossário sobre violência contra a mulher

O que é violência contra a mulher?

Tipos de violência

Fases da violência doméstica

Homens e a violência contra a mulher

Violência e religião

Violência e saúde

O custo econômico da violência doméstica

Violência sexual e DSTs/contracepção de emergência

Assédio sexual

Tráfico e exploração sexual de mulheres

Abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Violência contra as mulheres negras e indígenas

Violência contra as mulheres lésbicas

Violência contra as mulheres idosas





Leia mais artigos sobre o assunto na página do Projeto Violência, Saúde e Direitos Humanos do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde



O que é violência contra a mulher?



Na definição da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA em 1994), a violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.



“A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres...”



Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres, Resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas, dezembro de 1993.



A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. Desde então, os governos dos países-membros da ONU e as organizações da sociedade civil têm trabalhado para a eliminação desse tipo de violência, que já é reconhecido também como um grave problema de saúde pública.



Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), “as conseqüências do abuso são profundas, indo além da saúde e da felicidade individual e afetando o bem-estar de comunidades inteiras.”



De onde vem a violência contra a mulher?



Ela acontece porque em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. É assim que, muitas vezes, os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.



Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher, na raiz de tudo está a maneira como a sociedade dá mais valor ao papel masculino, o que por sua vez se reflete na forma de educar os meninos e as meninas. Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.



Por que muitas mulheres sofrem caladas?



Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Para elas é difícil dar um basta naquela situação. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. E ainda tem também aquela idéia do “ruim com ele, pior sem ele”.



Muitas se sentem sozinhas, com medo e vergonha. Quando pedem ajuda, em geral, é para outra mulher da família, como a mãe ou irmã, ou então alguma amiga próxima, vizinha ou colega de trabalho. Já o número de mulheres que recorrem à polícia é ainda menor. Isso acontece principalmente no caso de ameaça com arma de fogo, depois de espancamentos com fraturas ou cortes e ameaças aos filhos.



O que pode ser feito?



As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas vão às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher (DDM). Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.



A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados Especiais, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e em organizações de mulheres.



Como funciona a denúncia



Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor.



Dependendo do tipo de crime, a mulher pode precisar ou não de um advogado para entrar com uma ação na Justiça. Se ela não tiver dinheiro, o Estado pode nomear um advogado ou advogada para defendê-la.



Muitas vezes a mulher se arrepende e desiste de levar a ação adiante.



Em alguns casos, a mulher pode ainda pedir indenização pelos prejuízos sofridos. Para isso, ela deve procurar a Promotoria de Direitos Constitucionais e Reparação de Danos.



Violência contra idosos, crianças e mulheres negras - além das Delegacias da Mulher, a Delegacia de Proteção ao Idoso e o GRADI (Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância) também podem atender as mulheres que sofreram violência, sejam elas idosas ou não-brancas, homossexuais ou de qualquer outro grupo que é considerado uma “minoria”. No caso da violência contra meninas, pode-se recorrer também às Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente.



Tipos de violência



Violência contra a mulher - é qualquer conduta - ação ou omissão - de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.

Violência de gênero - violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.

Violência doméstica - quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.

Violência familiar - violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).

Violência física - ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.

Violência institucional - tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.

Violência intrafamiliar/violência doméstica - açontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.

Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.

Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

Violência psicológica - ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

Violência sexual - acão que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.

Consta ainda do Código Penal Brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.



Fases da violência doméstica



As fases da situação de violência doméstica compõem um ciclo que pode se tornar vicioso, repetindo-se ao longo de meses ou anos.



Primeiro, vem a fase da tensão, que vai se acumulando e se manifestando por meio de atritos, cheios de insultos e ameaças, muitas vezes recíprocos. Em seguida, vem a fase da agressão, com a descarga descontrolada de toda aquela tensão acumulada. O agressor atinge a vítima com empurrões, socos e pontapés, ou às vezes usa objetos, como garrafa, pau, ferro e outros. Depois, é a vez da fase da reconciliação, em que o agressor pede perdão e promete mudar de comportamento, ou finge que não houve nada, mas fica mais carinhoso, bonzinho, traz presentes, fazendo a mulher acreditar que aquilo não vai mais voltar a acontecer.



É muito comum que esse ciclo se repita, com cada vez maior violência e intervalo menor entre as fases. A experiência mostra que, ou esse ciclo se repete indefinidamente, ou, pior, muitas vezes termina em tragédia, com uma lesão grave ou até o assassinato da mulher.



Homens e a violência contra a mulher



A violência é muitas vezes considerada como uma manifestação tipicamente masculina, uma espécie de “instrumento para a resolução de conflitos”.



Os papéis ensinados desde a infância fazem com que meninos e meninas aprendam a lidar com a emoção de maneira diversa. Os meninos são ensinados a reprimir as manifestações de algumas formas de emoção, como amor, afeto e amizade, e estimulados a exprimir outras, como raiva, agressividade e ciúmes. Essas manifestações são tão aceitas que muitas vezes acabam representando uma licença para atos violentos.



Existem pesquisas que procuram explicar a relação entre masculinidade e violência através da biologia e da genética. Além da constituição física mais forte que a das mulheres, atribui-se a uma mutação genética a capacidade de manifestar extremos de brutalidade e até sadismo.



Outros estudos mostraram que, para alguns homens, ser cruel é sinônimo de virilidade, força, poder e status. “Para alguns, a prática de atos cruéis é a única forma de se impor como homem”, afirma a antropóloga Alba Zaluar, do Núcleo de Pesquisa das Violências na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.



Saiba mais sobre masculinidades e violência acessando os sites do Instituto Promundo, Instituto Noos e Instituto Papai.



Violência e religião



A violência contra as mulheres é um fenômeno antiqüíssimo e considerado o crime encoberto mais praticado no mundo.



“Tem sido legalizado, através dos tempos, por leis religiosas e seculares, legitimado por diferentes culturas e por mitos da tradição oral ou escrita.”



Fonte: Católicas pelo Direito de Decidir, Violência contra as mulheres, 2003.



Em seus cursos sobre a relação violência e religião, o grupo Católicas pelo Direito de Decidir enfatiza que:



· A legitimidade que a religião tem dado à subordinação da mulher não é essencialmente divina.

· Temos o direito de questionar e não aceitar aqueles aprendizados teológicos e religiosos que fomentam o poderio do homem e a subordinação da mulher, sustentando assim a violência.

· Deve-se “suspeitar” das imagens sagradas que possam estar legitimando uma relação violenta e que possa estar motivando uma eterna discriminação e desigualdade entre homens e mulheres.



Saiba mais sobre a relação entre violência e religião acessando o site das Católicas pelo Direito de Decidir.



Violência e saúde (física e psicológica)



A violência contra a mulher, além de ser uma questão política, cultural, policial e jurídica, é também, e principalmente, um caso de saúde pública. Muitas mulheres adoecem a partir de situações de violência em casa.



Muitas das mulheres que recorrem aos serviços de saúde, com reclamações de enxaquecas, gastrites, dores difusas e outros problemas, vivem situações de violência dentro de suas próprias casas.



A ligação entre a violência contra a mulher e a sua saúde tem se tornado cada vez mais evidente, embora a maioria das mulheres não relate que viveu ou vive em situação de violência doméstica. Por isso é extremamente importante que os/as profissionais de saúde sejam treinadas/os para identificar, atender e tratar as pacientes que se apresentam com sintomas que podem estar relacionados a abuso e agressão.



Violência e saúde mental



A mulher não deve ser vista apenas como uma “vítima” da violência que foi provocada contra ela, mas como elemento integrante de uma relação com o agressor que ocorre em um contexto bastante complexo, que às vezes se transforma em uma espécie de jogo em que a “vítima” passa a ser “cúmplice”.



A mulher às vezes faz uma denúncia formal contra o agressor em uma delegacia especializada para, logo depois, retirar a queixa. Outras vezes, ela foge para uma casa-abrigo levando consigo as crianças por temer por suas vidas e, algum tempo depois, volta ao lar, para o convívio com o agressor. São situações que envolvem sentimentos, forças inconscientes, fantasias, traumas, desejos de construção e destruição, de vida e de morte.



Leia mais no artigo “Saúde mental e violência”, de Paula Francisquetti no site do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, em pdf.



Leia sobre as conseqüências psicológicas da violência doméstica e da violência sexual contra as mulheres.



Saiba mais sobre a relação entre violência e saúde em Violência contra a mulher e saúde no Brasil e em Violencia, género y salud.



O custo econômico da violência doméstica



Segundo dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento:



· Um em cada 5 dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas.



· A cada 5 anos, a mulher perde 1 ano de vida saudável se ela sofre violência doméstica.



· O estupro e a violência doméstica são causas importantes de incapacidade e morte de mulheres em idade produtiva.



· Na América Latina e Caribe, a violência doméstica atinge entre 25% a 50% das mulheres.



· Uma mulher que sofre violência doméstica geralmente ganha menos do que aquela que não vive em situação de violência.



· No Canadá, um estudo estimou que os custos da violência contra as mulheres superam 1 bilhão de dólares canadenses por ano em serviços, incluindo polícia, sistema de justiça criminal, aconselhamento e capacitação.



· Nos Estados Unidos, um levantamento estimou o custo com a violência contra as mulheres entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões ao ano.



· Segundo o Banco Mundial, nos países em desenvolvimento, estima-se que entre 5% a 16% de anos de vida saudável são perdidos pelas mulheres em idade reprodutiva como resultado da violência doméstica.



· Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento estimou que o custo total da violência doméstica oscila entre 1,6% e 2% do PIB de um país.



Violência sexual e DSTs/contracepção de emergência



A violência sexual expõe as mulheres e meninas ao risco de contrair DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e de engravidar.



A violência e as ameaças à violência limitam a capacidade de negociar o sexo seguro. Além disso, estudos mostraram que a violência sexual na infância pode contribuir para aumentar as chances de um comportamento sexual de risco na adolescência e vida adulta.



Outra questão importante é que a revelação do status sorológico (estar com o HIV) para o parceiro ou outras pessoas também pode aumentar o risco de sofrer violência.



Cuidados após a violência sexual



Após a violência sexual a mulher (ou menina) pode contrair DSTs, como HIV/AIDS, ou engravidar. Para prevenir essas ocorrências, o Ministério da Saúde emitiu uma Norma Técnica (disponível no site do Cfemea, em pdf) para orientar os serviços de saúde sobre como atender as vítimas de violência sexual.



Mas, se mesmo assim ocorrer a gravidez, a mulher pode recorrer a um serviço de aborto previsto em lei em hospital público. É um direito incluído no Código Penal (artigo 128) e regulamentado pelo Ministério da Saúde.



Assédio sexual



O assédio sexual é um crime que acontece em uma relação de trabalho, quando alguém, por palavras ou atos com sentido sexual, incomoda uma pessoa usando o poder que tem por ser patrão, chefe, colega ou cliente.



Segundo o Código Penal - artigo 216-A, incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de maio de 2001 - o crime de assédio sexual prevê pena de detenção, de 1 a 2 anos.



Tráfico e exploração sexual de mulheres



No Brasil, a maioria das vítimas do tráfico de seres humanos são mulheres, que abastecem as redes internacionais de prostituição.



Em 2002, a Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial (Pestraf) identificou que as vítimas brasileiras das redes internacionais de tráfico de seres humanos são, em sua maioria, adultas. Elas saem principalmente das cidades litorâneas (Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Recife e Fortaleza), mas há também casos nos estados de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Pará. Os destinos principais são a Europa (com destaque para a Itália, Espanha e Portugal) e América Latina (Paraguai, Suriname, Venezuela e Republica Dominicana).



A Pestraf foi coordenada pela professora Lúcia Leal, da Universidade de Brasília (UnB), e serviu de ponto de partida para o trabalho pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional realizado em 2003 e 2004.



Fonte: Ministério da Justiça. Mais informações: traficosereshumanos@mj.gov.br



Abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes



O número de denúncias aumentou bastante nos últimos anos, devido a uma das principais ações de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes: a divulgação do disque-denúncia (0800-99-0500), número do Sistema Nacional de Combate à Exploração Sexual Infanto-Juvenil, mantido pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia ).



Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil



Criado com o objetivo de implementar um conjunto articulado de ações e metas para assegurar a proteção integral à criança e ao adolescente em situação de risco de violência sexual, esse Plano aponta mecanismos e diretrizes para a viabilização da política de atendimento estabelecida no Estatuto da Criança e do Adolescente.



Para o acompanhamento da implantação e implementação das ações do Plano Nacional, foi criado o Fórum Nacional pelo Fim da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, que reúne organizações do governo e da sociedade que atuam na prevenção e no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.



Mais informações com o Cecria - Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes.



Violência contra as mulheres negras e indígenas



No Brasil, as mulheres negras e indígenas carregam uma pesada herança histórica de abuso e violência sexual, tendo sido por séculos tratadas como máquinas de trabalho e sexo, sem os direitos humanos básicos.



Hoje, as mulheres negras e indígenas sofrem uma dupla discriminação - a de gênero e a racial - acrescida de uma terceira, a de classe, por serem em sua maioria mulheres pobres.



Todos esses fatores aumentam a vulnerabilidade dessas mulheres, que muitas vezes enfrentam a violência não apenas fora, mas também dentro de suas casas.



Saiba mais nos sites da Casa de Cultura da Mulher Negra e do Instituto Socioambiental.



Violência contra as lésbicas



O fato de ser lésbica torna as mulheres homossexuais ainda mais vulneráveis às diversas formas de violências cometidas contra as mulheres.



“As jovens que se descobrem lésbicas, e que vivem com seus pais, são as que mais sofrem violência. A família reprova a lesbianidade da filha e procura impor a heterossexualidade como normalização da prática sexual do indivíduo. Por serem destituídas de qualquer poder, os pais buscam sujeitar e controlar o corpo das filhas lésbicas, lançando mão de diferentes formas de violência, como os maus-tratos físicos e psicológicos. E não faltam acusações, ameaças e, inclusive, a expulsão de casa. As ocorrências de violência sempre têm o sentido de dominação: é o exercício do poder, utilizado como ferramenta de ensino, punição e controle.”



Fonte: Marisa Fernandes, “Violência contra as lésbicas”, Maria, Maria, nº 0.



Mais informações no site do Um Outro Olhar.



Violência contra as mulheres idosas



A discriminação contra a mulher começa na infância e vai até a velhice. Em alguns casos, começa até mesmo antes do nascimento, na seleção do sexo do embrião.



No caso da violência doméstica contra os idosos, a imensa maioria das vítimas são mulheres. Segundo Maria Antonia Gigliotti, aos 77 anos, presidente do Conselho Municipal do Idoso da cidade de São Paulo, isso “tem a ver com a lógica do sistema patriarcal, que considera que a mulher vale menos do que o homem, não importa a idade que ela tenha. Também conta o fator financeiro: as mulheres idosas são normalmente bem mais pobres do que os homens idosos”.



Fonte: Unifem, Maria, Maria nº 0.



Faça o download do Estatuto do Idoso em http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/03_1492_M.pdf.











Veja também:



Eloá, 15 anos, assassinada pelo ex-namorado

O que faltou à mídia destacar? Cruéis semelhanças



São Paulo instala primeiro Juizado Especial de Violência Contra as Mulheres



Sugestão de pautas

Como a violência doméstica contra as mulheres afeta as crianças?

Esta e outras sugestões de reportagens abordando fatos sobre a violência contra as mulheres que são pouco ou nunca tratados pela imprensa podem ser encontradas nesta seção.





Banco de Fontes

Se a pauta é violência contra a mulher, nesta seção você encontrará dados para contatar fontes fundamentais.



Quem diz e o que se diz



"A violência é tão corriqueira que muitos homens não a identificam. É uma geração que foi criada para não levar desaforo para casa."

Fernando Acosta, psicólogo.



"A violência não é natural. É um comportamento aprendido."

Marcos Nascimento, coordenador de projeto do Instituto Promundo.






































Sobre a violência contra as mulheres






Pesquisa Ibope - Instituto Patrícia Galvão: Atitudes frente à violência contra a mulher

Violência Contra a Mulher: onde tem violência todo mundo perde - publicação do Instituto Patrícia Galvão

Maria, Maria (número especial sobre violência contra a mulher) - publicação do Unifem

Glossário sobre violência contra a mulher

O que é violência contra a mulher?

Tipos de violência

Fases da violência doméstica

Homens e a violência contra a mulher

Violência e religião

Violência e saúde

O custo econômico da violência doméstica

Violência sexual e DSTs/contracepção de emergência

Assédio sexual

Tráfico e exploração sexual de mulheres

Abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Violência contra as mulheres negras e indígenas

Violência contra as mulheres lésbicas

Violência contra as mulheres idosas





Leia mais artigos sobre o assunto na página do Projeto Violência, Saúde e Direitos Humanos do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde



O que é violência contra a mulher?



Na definição da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA em 1994), a violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.



“A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres...”



Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres, Resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas, dezembro de 1993.



A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. Desde então, os governos dos países-membros da ONU e as organizações da sociedade civil têm trabalhado para a eliminação desse tipo de violência, que já é reconhecido também como um grave problema de saúde pública.



Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), “as conseqüências do abuso são profundas, indo além da saúde e da felicidade individual e afetando o bem-estar de comunidades inteiras.”



De onde vem a violência contra a mulher?



Ela acontece porque em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. É assim que, muitas vezes, os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.



Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher, na raiz de tudo está a maneira como a sociedade dá mais valor ao papel masculino, o que por sua vez se reflete na forma de educar os meninos e as meninas. Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.



Por que muitas mulheres sofrem caladas?



Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Para elas é difícil dar um basta naquela situação. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. E ainda tem também aquela idéia do “ruim com ele, pior sem ele”.



Muitas se sentem sozinhas, com medo e vergonha. Quando pedem ajuda, em geral, é para outra mulher da família, como a mãe ou irmã, ou então alguma amiga próxima, vizinha ou colega de trabalho. Já o número de mulheres que recorrem à polícia é ainda menor. Isso acontece principalmente no caso de ameaça com arma de fogo, depois de espancamentos com fraturas ou cortes e ameaças aos filhos.



O que pode ser feito?



As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas vão às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher (DDM). Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.



A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados Especiais, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e em organizações de mulheres.



Como funciona a denúncia



Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor.



Dependendo do tipo de crime, a mulher pode precisar ou não de um advogado para entrar com uma ação na Justiça. Se ela não tiver dinheiro, o Estado pode nomear um advogado ou advogada para defendê-la.



Muitas vezes a mulher se arrepende e desiste de levar a ação adiante.



Em alguns casos, a mulher pode ainda pedir indenização pelos prejuízos sofridos. Para isso, ela deve procurar a Promotoria de Direitos Constitucionais e Reparação de Danos.



Violência contra idosos, crianças e mulheres negras - além das Delegacias da Mulher, a Delegacia de Proteção ao Idoso e o GRADI (Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância) também podem atender as mulheres que sofreram violência, sejam elas idosas ou não-brancas, homossexuais ou de qualquer outro grupo que é considerado uma “minoria”. No caso da violência contra meninas, pode-se recorrer também às Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente.



Tipos de violência



Violência contra a mulher - é qualquer conduta - ação ou omissão - de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.

Violência de gênero - violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.

Violência doméstica - quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.

Violência familiar - violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).

Violência física - ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.

Violência institucional - tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.

Violência intrafamiliar/violência doméstica - açontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.

Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.

Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

Violência psicológica - ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

Violência sexual - acão que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.

Consta ainda do Código Penal Brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.



Fases da violência doméstica



As fases da situação de violência doméstica compõem um ciclo que pode se tornar vicioso, repetindo-se ao longo de meses ou anos.



Primeiro, vem a fase da tensão, que vai se acumulando e se manifestando por meio de atritos, cheios de insultos e ameaças, muitas vezes recíprocos. Em seguida, vem a fase da agressão, com a descarga descontrolada de toda aquela tensão acumulada. O agressor atinge a vítima com empurrões, socos e pontapés, ou às vezes usa objetos, como garrafa, pau, ferro e outros. Depois, é a vez da fase da reconciliação, em que o agressor pede perdão e promete mudar de comportamento, ou finge que não houve nada, mas fica mais carinhoso, bonzinho, traz presentes, fazendo a mulher acreditar que aquilo não vai mais voltar a acontecer.



É muito comum que esse ciclo se repita, com cada vez maior violência e intervalo menor entre as fases. A experiência mostra que, ou esse ciclo se repete indefinidamente, ou, pior, muitas vezes termina em tragédia, com uma lesão grave ou até o assassinato da mulher.



Homens e a violência contra a mulher



A violência é muitas vezes considerada como uma manifestação tipicamente masculina, uma espécie de “instrumento para a resolução de conflitos”.



Os papéis ensinados desde a infância fazem com que meninos e meninas aprendam a lidar com a emoção de maneira diversa. Os meninos são ensinados a reprimir as manifestações de algumas formas de emoção, como amor, afeto e amizade, e estimulados a exprimir outras, como raiva, agressividade e ciúmes. Essas manifestações são tão aceitas que muitas vezes acabam representando uma licença para atos violentos.



Existem pesquisas que procuram explicar a relação entre masculinidade e violência através da biologia e da genética. Além da constituição física mais forte que a das mulheres, atribui-se a uma mutação genética a capacidade de manifestar extremos de brutalidade e até sadismo.



Outros estudos mostraram que, para alguns homens, ser cruel é sinônimo de virilidade, força, poder e status. “Para alguns, a prática de atos cruéis é a única forma de se impor como homem”, afirma a antropóloga Alba Zaluar, do Núcleo de Pesquisa das Violências na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.



Saiba mais sobre masculinidades e violência acessando os sites do Instituto Promundo, Instituto Noos e Instituto Papai.



Violência e religião



A violência contra as mulheres é um fenômeno antiqüíssimo e considerado o crime encoberto mais praticado no mundo.



“Tem sido legalizado, através dos tempos, por leis religiosas e seculares, legitimado por diferentes culturas e por mitos da tradição oral ou escrita.”



Fonte: Católicas pelo Direito de Decidir, Violência contra as mulheres, 2003.



Em seus cursos sobre a relação violência e religião, o grupo Católicas pelo Direito de Decidir enfatiza que:



· A legitimidade que a religião tem dado à subordinação da mulher não é essencialmente divina.

· Temos o direito de questionar e não aceitar aqueles aprendizados teológicos e religiosos que fomentam o poderio do homem e a subordinação da mulher, sustentando assim a violência.

· Deve-se “suspeitar” das imagens sagradas que possam estar legitimando uma relação violenta e que possa estar motivando uma eterna discriminação e desigualdade entre homens e mulheres.



Saiba mais sobre a relação entre violência e religião acessando o site das Católicas pelo Direito de Decidir.



Violência e saúde (física e psicológica)



A violência contra a mulher, além de ser uma questão política, cultural, policial e jurídica, é também, e principalmente, um caso de saúde pública. Muitas mulheres adoecem a partir de situações de violência em casa.



Muitas das mulheres que recorrem aos serviços de saúde, com reclamações de enxaquecas, gastrites, dores difusas e outros problemas, vivem situações de violência dentro de suas próprias casas.



A ligação entre a violência contra a mulher e a sua saúde tem se tornado cada vez mais evidente, embora a maioria das mulheres não relate que viveu ou vive em situação de violência doméstica. Por isso é extremamente importante que os/as profissionais de saúde sejam treinadas/os para identificar, atender e tratar as pacientes que se apresentam com sintomas que podem estar relacionados a abuso e agressão.



Violência e saúde mental



A mulher não deve ser vista apenas como uma “vítima” da violência que foi provocada contra ela, mas como elemento integrante de uma relação com o agressor que ocorre em um contexto bastante complexo, que às vezes se transforma em uma espécie de jogo em que a “vítima” passa a ser “cúmplice”.



A mulher às vezes faz uma denúncia formal contra o agressor em uma delegacia especializada para, logo depois, retirar a queixa. Outras vezes, ela foge para uma casa-abrigo levando consigo as crianças por temer por suas vidas e, algum tempo depois, volta ao lar, para o convívio com o agressor. São situações que envolvem sentimentos, forças inconscientes, fantasias, traumas, desejos de construção e destruição, de vida e de morte.



Leia mais no artigo “Saúde mental e violência”, de Paula Francisquetti no site do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, em pdf.



Leia sobre as conseqüências psicológicas da violência doméstica e da violência sexual contra as mulheres.



Saiba mais sobre a relação entre violência e saúde em Violência contra a mulher e saúde no Brasil e em Violencia, género y salud.



O custo econômico da violência doméstica



Segundo dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento:



· Um em cada 5 dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas.



· A cada 5 anos, a mulher perde 1 ano de vida saudável se ela sofre violência doméstica.



· O estupro e a violência doméstica são causas importantes de incapacidade e morte de mulheres em idade produtiva.



· Na América Latina e Caribe, a violência doméstica atinge entre 25% a 50% das mulheres.



· Uma mulher que sofre violência doméstica geralmente ganha menos do que aquela que não vive em situação de violência.



· No Canadá, um estudo estimou que os custos da violência contra as mulheres superam 1 bilhão de dólares canadenses por ano em serviços, incluindo polícia, sistema de justiça criminal, aconselhamento e capacitação.



· Nos Estados Unidos, um levantamento estimou o custo com a violência contra as mulheres entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões ao ano.



· Segundo o Banco Mundial, nos países em desenvolvimento, estima-se que entre 5% a 16% de anos de vida saudável são perdidos pelas mulheres em idade reprodutiva como resultado da violência doméstica.



· Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento estimou que o custo total da violência doméstica oscila entre 1,6% e 2% do PIB de um país.



Violência sexual e DSTs/contracepção de emergência



A violência sexual expõe as mulheres e meninas ao risco de contrair DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e de engravidar.



A violência e as ameaças à violência limitam a capacidade de negociar o sexo seguro. Além disso, estudos mostraram que a violência sexual na infância pode contribuir para aumentar as chances de um comportamento sexual de risco na adolescência e vida adulta.



Outra questão importante é que a revelação do status sorológico (estar com o HIV) para o parceiro ou outras pessoas também pode aumentar o risco de sofrer violência.



Cuidados após a violência sexual



Após a violência sexual a mulher (ou menina) pode contrair DSTs, como HIV/AIDS, ou engravidar. Para prevenir essas ocorrências, o Ministério da Saúde emitiu uma Norma Técnica (disponível no site do Cfemea, em pdf) para orientar os serviços de saúde sobre como atender as vítimas de violência sexual.



Mas, se mesmo assim ocorrer a gravidez, a mulher pode recorrer a um serviço de aborto previsto em lei em hospital público. É um direito incluído no Código Penal (artigo 128) e regulamentado pelo Ministério da Saúde.



Assédio sexual



O assédio sexual é um crime que acontece em uma relação de trabalho, quando alguém, por palavras ou atos com sentido sexual, incomoda uma pessoa usando o poder que tem por ser patrão, chefe, colega ou cliente.



Segundo o Código Penal - artigo 216-A, incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de maio de 2001 - o crime de assédio sexual prevê pena de detenção, de 1 a 2 anos.



Tráfico e exploração sexual de mulheres



No Brasil, a maioria das vítimas do tráfico de seres humanos são mulheres, que abastecem as redes internacionais de prostituição.



Em 2002, a Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial (Pestraf) identificou que as vítimas brasileiras das redes internacionais de tráfico de seres humanos são, em sua maioria, adultas. Elas saem principalmente das cidades litorâneas (Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Recife e Fortaleza), mas há também casos nos estados de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Pará. Os destinos principais são a Europa (com destaque para a Itália, Espanha e Portugal) e América Latina (Paraguai, Suriname, Venezuela e Republica Dominicana).



A Pestraf foi coordenada pela professora Lúcia Leal, da Universidade de Brasília (UnB), e serviu de ponto de partida para o trabalho pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional realizado em 2003 e 2004.



Fonte: Ministério da Justiça. Mais informações: traficosereshumanos@mj.gov.br



Abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes



O número de denúncias aumentou bastante nos últimos anos, devido a uma das principais ações de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes: a divulgação do disque-denúncia (0800-99-0500), número do Sistema Nacional de Combate à Exploração Sexual Infanto-Juvenil, mantido pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia ).



Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil



Criado com o objetivo de implementar um conjunto articulado de ações e metas para assegurar a proteção integral à criança e ao adolescente em situação de risco de violência sexual, esse Plano aponta mecanismos e diretrizes para a viabilização da política de atendimento estabelecida no Estatuto da Criança e do Adolescente.



Para o acompanhamento da implantação e implementação das ações do Plano Nacional, foi criado o Fórum Nacional pelo Fim da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, que reúne organizações do governo e da sociedade que atuam na prevenção e no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.



Mais informações com o Cecria - Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes.



Violência contra as mulheres negras e indígenas



No Brasil, as mulheres negras e indígenas carregam uma pesada herança histórica de abuso e violência sexual, tendo sido por séculos tratadas como máquinas de trabalho e sexo, sem os direitos humanos básicos.



Hoje, as mulheres negras e indígenas sofrem uma dupla discriminação - a de gênero e a racial - acrescida de uma terceira, a de classe, por serem em sua maioria mulheres pobres.



Todos esses fatores aumentam a vulnerabilidade dessas mulheres, que muitas vezes enfrentam a violência não apenas fora, mas também dentro de suas casas.



Saiba mais nos sites da Casa de Cultura da Mulher Negra e do Instituto Socioambiental.



Violência contra as lésbicas



O fato de ser lésbica torna as mulheres homossexuais ainda mais vulneráveis às diversas formas de violências cometidas contra as mulheres.



“As jovens que se descobrem lésbicas, e que vivem com seus pais, são as que mais sofrem violência. A família reprova a lesbianidade da filha e procura impor a heterossexualidade como normalização da prática sexual do indivíduo. Por serem destituídas de qualquer poder, os pais buscam sujeitar e controlar o corpo das filhas lésbicas, lançando mão de diferentes formas de violência, como os maus-tratos físicos e psicológicos. E não faltam acusações, ameaças e, inclusive, a expulsão de casa. As ocorrências de violência sempre têm o sentido de dominação: é o exercício do poder, utilizado como ferramenta de ensino, punição e controle.”



Fonte: Marisa Fernandes, “Violência contra as lésbicas”, Maria, Maria, nº 0.



Mais informações no site do Um Outro Olhar.



Violência contra as mulheres idosas



A discriminação contra a mulher começa na infância e vai até a velhice. Em alguns casos, começa até mesmo antes do nascimento, na seleção do sexo do embrião.



No caso da violência doméstica contra os idosos, a imensa maioria das vítimas são mulheres. Segundo Maria Antonia Gigliotti, aos 77 anos, presidente do Conselho Municipal do Idoso da cidade de São Paulo, isso “tem a ver com a lógica do sistema patriarcal, que considera que a mulher vale menos do que o homem, não importa a idade que ela tenha. Também conta o fator financeiro: as mulheres idosas são normalmente bem mais pobres do que os homens idosos”.



Fonte: Unifem, Maria, Maria nº 0.



Faça o download do Estatuto do Idoso em http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/03_1492_M.pdf.











Veja também:



Eloá, 15 anos, assassinada pelo ex-namorado

O que faltou à mídia destacar? Cruéis semelhanças



São Paulo instala primeiro Juizado Especial de Violência Contra as Mulheres



Sugestão de pautas

Como a violência doméstica contra as mulheres afeta as crianças?

Esta e outras sugestões de reportagens abordando fatos sobre a violência contra as mulheres que são pouco ou nunca tratados pela imprensa podem ser encontradas nesta seção.





Banco de Fontes

Se a pauta é violência contra a mulher, nesta seção você encontrará dados para contatar fontes fundamentais.



Quem diz e o que se diz



"A violência é tão corriqueira que muitos homens não a identificam. É uma geração que foi criada para não levar desaforo para casa."

Fernando Acosta, psicólogo.



"A violência não é natural. É um comportamento aprendido."

Marcos Nascimento, coordenador de projeto do Instituto Promundo.






































Pesquisa Ibope - Instituto Patrícia Galvão 2006






PERCEPÇÃO E REAÇÕES DA SOCIEDADE SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER



Apoio: Fundação Ford e UNIFEM



Pesquisa nacional realizada em maio de 2006 -antes, portanto, da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340, de 07/08/06).



Pesquisa aponta percepção de impunidade para violência contra a mulher



Acesse a íntegra da análise dos dados da pesquisa realizada por Fátima Pacheco Jordão, especialista em pesquisa de opinião e sócia-fundadora do Instituto Patrícia Galvão em PDF (244Kb)



PRINCIPAIS RESULTADOS



Cresce preocupação com a violência contra a mulher



• De 2004 a 2006 aumentou o nível de preocupação com a violência doméstica em todas as regiões do país, menos no Norte / Centro-Oeste, que já tem o patamar mais alto (62%). Nas regiões Sudeste e Sul o nível de preocupação cresceu, respectivamente, 7 e 6 pontos percentuais. Na periferia das grandes cidades esta preocupação passou de 43%, em 2004, para 56%, em 2006.



• 33% apontam a violência contra as mulheres dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade.



• 51% dos entrevistados declaram conhecer ao menos uma mulher que é ou foi agredida por seu companheiro.



• Em cada quatro entrevistados, três consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra a mulher são irrelevantes e que a justiça trata este drama vivido pelas mulheres como um assunto pouco importante.



• 54% dos entrevistados acham que os serviços de atendimento a casos de violência contra as mulheres não funcionam.



• Nove em cada 10 mulheres lembram de ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou rádio.



• 65% dos entrevistados acreditam que atualmente as mulheres denunciam mais quando são agredidas. Destes, 46% atribuem o maior número de denúncias ao fato de que as mulheres estão mais informadas e 35% acham que é porque hoje elas são mais independentes.



• 64% acham que o homem que agride a mulher deve ser preso (na opinião tanto de homens como mulheres); prestar trabalho comunitário (21%); e doar cesta básica (12%). Um segmento menor prefere que o agressor seja encaminhado para: grupo de apoio (29%); ou terapia de casal (13%).



• Perguntados sobre o que acham que acontece quando a mulher denuncia, 33% dos entrevistados afirmaram que “Quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha mais”; 27% responderam que não acontece nada com o agressor; 21% crêem que o agressor vai preso; enquanto 12% supõem que o agressor recebe uma multa ou é obrigado a doar uma cesta básica.



PESQUISA APONTA PERCEPÇÃO DE IMPUNIDADE PARA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER



Em cada quatro entrevistados, três consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra a mulher são irrelevantes e que a justiça trata este drama vivido pelas mulheres como um assunto pouco importante. Com relação aos serviços de atendimento, 54% dos entrevistados acham que os mesmos não funcionam. Esta percepção é maior na periferia das cidades (59%).



Por outro lado, 49% concordam que, de maneira geral, a Justiça brasileira pune os agressores e 60% acham que isso acontece nos casos de homicídios de mulheres.



Pergunta: Destas frases comumente ditas pelo povo sobre agressão contra as mulheres, gostaria de saber se concorda ou discorda de cada uma delas:

Artigo  Extraido do portal da violência contra a mulher
http://copodeleite.rits.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/noticias.shtml?x=54

terça-feira, 2 de março de 2010

PASSARO RARO!PARA REFLETIR!!!





CERTO  DIA UM  REI CAÇANDO NA FLORESTA OUVIU O CANTO DE UMA AVE.
ERA UM CANTO MARAVILHOSO QUE O REI NUNCA TINHA OUVIDO COISA IGUAL.
O REI QUERIA SABER DE ONDE VINHA AQUELE SOM TÃO LINDO!
PROCUROU PELA FLORESTA E QUANDO ELE AVISTOU AQUELA AVE TÃO LINDA SE APAIXONOU POR ELA E A TODO CUSTO QUERIA LEVA-LA PARA CASA, NÃO SOSSEGOU ATÉ CONSEGUIR APRISIONA-LA.
 DEREPENTE A AVE SE VIU LONGE DO SEU HABITAT ,PRISIONEIRA NUMA LINDA E ESPAÇOSA GAIOLA DE OURO, A PARTIR DESSE MOMENTO A AVE PASSOU A VIVER EXCLUSIVAMENTE PARA FAZER O REI FELIZ COM SEU CANTO.
MAS TODO DIA, QUANDO O SOL NASCIA, O PÁSSARO CANTAVA FELIZ, POIS ELE SONHAVA, NA FLORESTA UM DIA VOLTAR, MAS TODO DIA A DIA, TUDO DE NOVO SE REPETIA E A TÃO SONHADA LIBERDADE NÃO ACONTECIA.
TUDO O QUE A AVE QUERIA ERA PODER VOAR PELOS CAMPOS, SENTIR OM PERFUME DAS FLORES, VER O VERDE DAS MATAS E SE O REI QUIZESSE TODOS OS DIAS ,ELA RETORNARIA AO CASTELO.
O REI PERCEBIA QUE O PÁSSARO JÁ NÃO ERA FELIZ COMO ANTES. SE DEBATIA NA GAIOLA, QUASE NÃO CANTAVA MAIS COMO ANTES.
MAS O REI NÃO QUERIA PERDER AQUELA AVE TÃO LINDA QUE ELE AMAVA  TANTO, E QUE ERA SÓ DELE E DE NINGUEM MAIS.
E ASSIM OS ANOS SE PASSARAM, A AVE ESTAVA VELHA E UM DIA, APENAS UM DIA ELE ABRIU A PORTA DA GAIOLA E MANDO-A  EMBORA, MAS A AVE JA CONDICIONADA, ESTAVA IDOSA, JA SEM FORÇAS, SUAS ASAS ESTAVAM FRACAS, ATROFIADAS, ELA QUERIA VOAR, MAS NÃO CONSEGUIA.
OLHAVA AQUELE HORIZONTE AO LONGE QUE NUNCA PODERIA ALCANÇAR, O VENTO QUE NUNCA PODERIA TOCA-LA.
A SUA TRISTEZA AUMENTAVA NA MEDIDA QUE ELA NÃO CONSEGUIA VOAR.
A AVE NÃO PODE  VOAR NUNCA MAIS E NUNCA MAIS CANTOU , EMUDECEU.
E ASSIM O REI EGOÍSTA VIA, QUE A SUA LINDA AVE QUE MORRIA POUCO A POUCO , NEM ISSO O COMOVIA ELE NÃO ENTENDIA ,QUE ELE ERA O CULPADO DE TODA AQUELA TRISTEZA E AGONIA ,DAQUELA AVE.
ALGUM TEMPO, DEPOIS A AVE MORREU E O REI FICOU TRISTE, POIS NUNCA MAIS TEVE OUTRA AVE IGUAL PARA ALEGRAR SUA VIDA VAZIA!

segunda-feira, 1 de março de 2010